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Katie Taylor se despede do boxe diante de 83 mil torcedores na Irlanda

Aos 40 anos, irlandesa venceu Flora Pili e encerrou a carreira como campeã indiscutível também na categoria superleve.

Katie Taylor se despede do boxe diante de 83 mil torcedores na Irlanda

A boxeadora irlandesa Katie Taylor encerrou a carreira no sábado (5), diante de 83 mil torcedores no Croke Park, em Dublin. Na despedida, ela venceu Flora Pili por decisão dos juízes e terminou a trajetória como campeã indiscutível também na categoria superleve.

A luta foi acompanhada por 74% da população da Irlanda, que sintonizou a emissora pública RTÉ. No estádio, os torcedores cantaram o nome da pugilista durante o evento.

Dos primeiros combates ao ouro olímpico

Nascida em 1986, em Bray, Katie cresceu em uma família ligada ao esporte. O pai, Pete Taylor, foi campeão amador irlandês dos meio-pesados. A mãe, Bridget Taylor, tornou-se uma das primeiras juízas de boxe da Irlanda.

Katie começou a treinar boxe aos 12 anos, quando a participação feminina ainda era proibida no país. Para disputar torneios, escondia os cabelos sob o capacete e usava o nome “K Taylor”, apresentando-se como menino.

A mudança nas regras ocorreu em 2001. Depois que as autoridades do boxe irlandês autorizaram oficialmente a presença de mulheres, Katie participou da primeira luta feminina sancionada no país e venceu Alanna Audley.

Ela também jogou futebol. Entre 2006 e 2009, disputou 11 partidas pela seleção irlandesa e marcou dois gols. Além disso, praticou camogie, futebol gaélico feminino e atletismo.

No boxe amador, conquistou o ouro no Campeonato Europeu de 2005, realizado na Noruega. No ano seguinte, tornou-se a primeira campeã mundial irlandesa da história na categoria peso-leve.

O principal resultado olímpico veio nos Jogos de Londres, em 2012. Depois de defender a inclusão do boxe feminino no programa olímpico, Katie ganhou a medalha de ouro e passou a ser considerada um ícone nacional.

Títulos e legado no boxe feminino

A carreira profissional começou em novembro de 2016, com uma vitória por nocaute técnico sobre Karina Kopińska. Mais tarde, Katie reuniu simultaneamente os cinturões da WBO, WBA, IBF e WBC, organizações que estão entre as principais do boxe.

A irlandesa conquistou seis títulos mundiais femininos, cinco medalhas de ouro em Campeonatos da União Europeia, o título dos Jogos Europeus de 2015 e o ouro olímpico de 2012. Também foi eleita sete vezes Lutadora do Ano pela WBAN.

Entre as adversárias de sua carreira esteve a brasileira Rose Volante. Em 2019, Katie venceu a pugilista e unificou os títulos da WBA e da IBF. Rose havia sido a primeira brasileira a conquistar um título mundial nessa fase do boxe feminino e, contra Katie, tornou-se também a primeira brasileira a disputar uma unificação de cinturões.

A luta terminou após um choque de cabeças que causou um ferimento em Rose. O árbitro interrompeu o combate e deu a vitória a Katie por nocaute técnico.

Rose afirmou que a derrota não apagou a importância daquela noite. Segundo ela, enquanto deixava o ringue, foi aplaudida pelos torcedores irlandeses, e Bridget Taylor levantou seu queixo e indicou a arquibancada. Para a brasileira, o gesto ajudou a transformar o resultado em uma lembrança de respeito e perseverança.

Rose também destacou a contribuição de Katie para a abertura de espaço às mulheres no boxe. Depois dela, Danila Ramos e Beatriz Ferreira conquistaram títulos mundiais pelo Brasil.

Fora dos ringues, Katie apoia instituições voltadas para crianças, famílias em situação de vulnerabilidade e pessoas afetadas pela falta de moradia, dependência química e doenças graves. Ela afirma que família, fé e boxe são os três pilares de sua vida.

Em 2010, visitou a Casa Branca em um encontro com o então presidente Barack Obama. No ano seguinte, foi escolhida como destaque no desfile de St. Patrick’s Festival Parade, em Dublin. A trajetória da irlandesa é associada à transformação do boxe feminino em um espetáculo global e à abertura de oportunidades para novas gerações de atletas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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