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Pesquisa aponta preocupação com efeitos do Super El Niño e reacende debate eleitoral

Levantamento da Nexus mostra temor com impactos na economia, na saúde, na água e na conta de luz; texto também critica propostas ambientais no Congresso.

Pesquisa aponta preocupação com efeitos do Super El Niño e reacende debate eleitoral

A pesquisa da Nexus realizada em agosto de 2026 aponta que 91% dos entrevistados se preocupam, em algum grau, com a possibilidade de o Super El Niño afetar a economia brasileira. O levantamento também identificou preocupação com impactos na saúde, no abastecimento de água e no preço da conta de luz.

O fenômeno é natural, mas a análise relaciona sua intensidade ao contexto das mudanças climáticas. O texto argumenta que concentrar o debate apenas no El Niño pode levar à defesa de medidas de adaptação e resposta emergencial sem discutir mudanças na economia e nos projetos políticos.

A crise climática, diferentemente do El Niño, é apresentada como resultado da ação humana. A análise afirma que a maioria mais rica e poderosa do planeta contribui para a destruição das condições de vida, enquanto os impactos recaem de forma desigual sobre a população. Também registra que já foram ultrapassados sete de nove limites planetários.

Debate eleitoral e crise climática

O tema aparece no contexto das eleições federais de 2026. A análise critica candidaturas à Câmara dos Deputados e ao Senado que tratam a crise ecológica apenas como uma questão ambiental ou apresentam propostas consideradas desconectadas da realidade.

Flávio Bolsonaro é citado por declarações feitas durante uma sabatina do Jornal Nacional. Ao ser questionado por Renata Vasconcellos sobre um artigo de 2019, no qual teria afirmado que não existia aquecimento global e que o mundo passava por um resfriamento, ele disse que os eventos climáticos extremos seriam efeitos cíclicos. Também afirmou que oferecer saneamento básico seria a melhor forma de proteger o meio ambiente.

A análise sustenta que o debate sobre o El Niño pode ser usado por negacionistas climáticos para defender ações contra os impactos sem enfrentar as causas da crise. Nesse contexto, menciona uma aproximação entre o governo de Donald Trump e o governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella para oferecer apoio humanitário em eventos extremos classificados como efeitos do El Niño.

Projetos ambientais no Congresso

O texto aponta a aprovação do chamado PL da Devastação, em 2025, como um dos principais episódios da política ambiental recente. A lei removeu exigências de estudos de impacto e criou a Licença Ambiental Especial, aplicável mesmo a empreendimentos com degradação significativa da natureza.

São citados como relatores o deputado Zé Vitor, do PL de Minas Gerais, e a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul. Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, é mencionado por ter conduzido a votação como presidente da Câmara dos Deputados.

O PL do Veneno também é abordado. O projeto recebeu oposição do Instituto Nacional do Câncer, da Fiocruz e da Anvisa. Lula sancionou o texto com alguns vetos, mas o Congresso derrubou parte deles entre 2024 e 2025.

A Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como FPA, reúne 345 parlamentares, sendo 297 deputados. A análise afirma que a maioria da bancada é formada por partidos de centro à extrema direita e defende uma renovação do Congresso para uma política voltada ao combate às mudanças climáticas.

Outro ponto citado é o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O Supremo Tribunal Federal derrubou a tese por inconstitucionalidade em 2023 e em 2025. Lula também vetou parte da Lei 14.701/2023, mas o Congresso derrubou o veto. A PEC 48/2023, que busca incluir o marco temporal na Constituição, foi aprovada no Senado em 2025.

Presidência e escolha dos parlamentares

A análise também compara as propostas de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Sobre Lula, afirma que algumas promessas tratam de conservação e apoio a comunidades tradicionais, mas que não foi apresentado um plano específico para o El Niño.

O texto avalia que, caso Lula vença, poderá enfrentar novamente um Congresso contrário a medidas ambientais e recorrer ao presidencialismo de coalizão para negociar apoio. No cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, menciona a possibilidade de retomada da PEC 3/2022, conhecida como PEC das Praias, que tramita no Senado sob sua relatoria.

A gestora ambiental Letícia Camargo afirma que a retomada da proposta favoreceria interesses privados, a especulação imobiliária e a exploração econômica em prejuízo do interesse público e de povos e comunidades tradicionais.

Também é citado o PL dos Minerais Críticos. A análise critica a postura de Lula sobre mineração e afirma que uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro poderia facilitar contratos com os Estados Unidos e reduzir exigências de licenciamento e fiscalização.

O texto conclui que a escolha de deputados e senadores será tão relevante quanto a eleição presidencial. A avaliação é que o Legislativo pode tanto ampliar medidas de degradação quanto formular um plano de transformação ecológica para o Brasil.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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