HONG KONG — As ações da Shein Global fecharam o pregão desta terça-feira com queda de 10,71% em Hong Kong, depois de chegarem a recuar cerca de 14% no início das negociações e atingirem uma mínima recorde. O resultado marcou a primeira divulgação financeira da empresa desde a abertura de capital.
No segundo trimestre, a receita avançou 0,9% na comparação anual, para US$ 11,08 bilhões. O lucro líquido ajustado caiu cerca de dois terços, para US$ 228 milhões. A combinação de crescimento fraco e queda no lucro ficou abaixo das expectativas do mercado.
A empresa afirmou que deve continuar enfrentando um ambiente externo incerto no segundo semestre de 2026. Entre os fatores de pressão estão tarifas, custos logísticos elevados e o aumento das despesas de frete provocado por alterações nas rotas de transporte em razão da guerra no Oriente Médio.
Desempenho por região
A receita nos Estados Unidos diminuiu 6% no trimestre, enquanto a da Europa recuou 14%. No mercado americano, a operação foi afetada pelo fim, em 2025, de uma isenção tarifária para importações de baixo valor, medida que reduziu a demanda por produtos baratos.
Na Europa, a União Europeia eliminou, em julho, uma isenção semelhante. O bloco também abriu uma investigação neste ano sobre preocupações relacionadas à venda de produtos ilegais e a riscos ao usuário associados ao formato da plataforma.
A Shein informou que está adotando medidas para enfrentar esse cenário, incluindo aumento de preços. A empresa também prevê uma possível melhora no quarto trimestre, período sazonalmente mais forte. “O quarto trimestre continua sendo nossa janela promocional mais significativa e deve impulsionar de forma relevante os pedidos”, afirmou em comunicado.
A companhia abriu capital neste mês em Hong Kong com avaliação próxima de um quarto dos quase US$ 100 bilhões que já chegou a valer. Desde o preço da Oferta Pública Inicial (IPO), as ações acumulam queda de quase 30%.



