O dólar à vista fechou a sexta-feira (2) em queda de 0,13%, a R$5,2173, na última sessão antes do primeiro turno das eleições no Brasil. O movimento refletiu a baixa da moeda norte-americana no exterior após dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a cautela dos investidores com a disputa presidencial.
Na semana, o dólar acumulou alta de 0,65%. No ano, a queda chegou a 4,95%. O dólar futuro para novembro, contrato mais negociado no Brasil, recuava 0,34% às 17h05, a R$5,2425, na B3.
Pela manhã, os Estados Unidos informaram a criação de 29 mil postos de trabalho em setembro, abaixo dos 90 mil projetados por economistas. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante previsão de 4,1%.
Após a divulgação, o dólar perdeu força diante de várias moedas, incluindo o real, enquanto os rendimentos dos Treasuries caíram. O resultado aumentou a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros neste mês. Às 10h01, o dólar à vista atingiu R$5,1999, com queda de 0,46%.
Eleições influenciam mercado
A moeda se aproximou da estabilidade no Brasil ainda pela manhã, em meio à indefinição sobre a eleição presidencial. A nova pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (1), mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
No primeiro turno, Lula aparece com 42%, Flávio com 38% e Augusto Cury com 4%. O levantamento anterior apontava 47% para Lula e 45% para Flávio no segundo turno.
Flávio desistiu de participar do debate da TV Globo, que também não teria Lula. Depois, a emissora cancelou o encontro. Lula participou de uma entrevista ao podcast Flow, enquanto Flávio fez uma live própria.
Na avaliação de Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, a incerteza sobre o resultado mantém o mercado sensível. A maior cotação do dia foi registrada às 12h08, quando o dólar chegou a R$5,2404, alta de 0,32%.
No exterior, o índice do dólar caía 0,08% às 17h08, a 101,900, diante de uma cesta de seis moedas.



