O bitcoin operava em baixa nesta sexta-feira (2), pressionado pela alta dos juros dos Treasuries, títulos de dívida dos Estados Unidos. Às 16h50 (em Brasília), a criptomoeda recuava 0,53%, para US$ 84.212,06, enquanto o ethereum caía 1,27%, a US$ 2.665,76, conforme a plataforma Binance.
O mercado também acompanhava a divulgação do payroll americano de setembro, que apresentou números compatíveis com uma desaceleração do mercado de trabalho. A trajetória dos preços do petróleo, com uma sessão volátil do Brent, era outro foco de atenção por causa dos efeitos sobre as pressões inflacionárias enfrentadas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Após retornar brevemente ao nível máximo alcançado na disparada da semana passada, o bitcoin encontrou resistência. Analistas apontam US$ 87 mil como uma barreira importante. Para eles, a moeda pode registrar valorização sustentada se superar US$ 90 mil.
A manutenção do bitcoin nos níveis atuais, mesmo com o avanço dos rendimentos dos Treasuries, chamou a atenção de analistas. “Se um mercado sobe diante de notícias aparentemente negativas, então há algo de estranho”, afirmou James Stanley, da StoneX.
Projeções e posição do FMI
O Citi elevou de US$ 82 mil para US$ 113 mil a meta de preço do bitcoin para os próximos 12 meses. A revisão ocorreu em meio à preocupação dos investidores com grandes déficits governamentais, que poderiam reduzir o valor das moedas fiduciárias, além da incerteza regulatória.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o envolvimento estatal com criptomoedas está sendo reduzido. A entidade disse que as autoridades trabalham para diminuir a exposição do setor público e tornar a regulamentação mais rígida.
O FMI também declarou que “nenhuma acumulação adicional de bitcoin está prevista além das doações documentadas” e pediu mais transparência sobre todas as participações do setor público em criptomoedas. El Salvador foi o primeiro país a adotar o bitcoin como moeda corrente.



