DIVINÓPOLIS — A Doce Veneno, fábrica de roupas femininas criada há 17 anos em Divinópolis, ampliou sua presença no mercado e prepara uma nova estrutura para aumentar a produção. A empresa atende lojistas por meio de 22 representantes e vende para dez estados, além de manter clientes pontuais no Acre e no Amazonas.
A marca está presente em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Neste ano, as vendas da coleção de inverno cresceram 32% em relação à coleção anterior. A comercialização da coleção de verão ainda está em andamento, e a expectativa da empresa é superar o resultado do inverno.
De laboratório a confecção
A empresa foi fundada por Janaine Maia, formada em biomedicina. A ideia inicial era produzir roupas para levantar recursos destinados à construção de um laboratório de análises ambientais. A experiência da mãe, que mantinha uma confecção de moda praia, íntima e fitness, também influenciou a entrada de Janaine no setor.
Os primeiros produtos foram vendidos a colegas e amigas. No início, Janaine cuidava dos moldes, do corte e do acompanhamento da costura. Para comprar os primeiros rolos de tecido, ela vendeu o celular, enquanto o então noivo vendeu uma moto. Com o aumento dos pedidos, novas costureiras passaram a integrar a operação.
Mesmo depois de concluir a graduação, Janaine decidiu permanecer na moda. A estrutura que seria destinada ao laboratório acabou sendo usada pela Doce Veneno. A empresa começou no varejo, com uma loja em shopping de Divinópolis, e depois passou a trabalhar com representantes, concentrando as vendas no atacado.
A confecção mantém 25 funcionários na fábrica e envolve mais de 150 pessoas em facções externas e serviços de bordado e estamparia. Janaine continua acompanhando o desenvolvimento das coleções, a área comercial e os eventos.
Reforma e desafio de contratação
A empresa trabalha com uma meta de corte de 5 mil peças por mês. Para ampliar a capacidade, iniciou neste ano a reforma de um galpão ao lado da fábrica. A intenção é transferir o setor de costura para o novo espaço. Também houve investimento em maquinário, incluindo a compra de uma prensa maior.
“A gente está reformando um galpão para aumentar a nossa capacidade de produção e atender ao crescimento do mercado”, afirmou Janaine.
A Doce Veneno desenvolve peças femininas atemporais, com foco nos tecidos, no conforto, na qualidade, na modelagem e no acabamento. A proposta é criar roupas que possam ser usadas em diferentes temporadas e combinadas com peças de outras coleções.
Segundo Janaine, a falta de mão de obra é o principal obstáculo para a expansão. Há vagas abertas na fábrica, e a empresa tem investido no treinamento da equipe para preparar novos profissionais. Para a empresária, a dificuldade de contratação interfere no crescimento do negócio.



