CURITIBA — O Grupo Emtel investiu R$ 280 milhões na compra de 550 veículos, máquinas e equipamentos nos últimos 12 meses para sustentar a expansão das operações. A empresa também ampliou os investimentos em tecnologias de gestão e monitoramento e planeja iniciar atividades no Mercosul em 2027.
A companhia atua em logística, transporte e locação de frota. No primeiro semestre de 2026, a movimentação de cargas subiu para 32 mil toneladas, ante 27 mil toneladas nos primeiros seis meses de 2025. O volume de pedidos passou de 5 mil para 8 mil, enquanto a armazenagem avançou de 33 mil para 48 mil toneladas.
Diversificação de clientes
O crescimento de 63% em novas operações ocorreu depois que o grupo passou a atender também os setores automobilístico e alimentício. A empresa já atuava em áreas como o setor elétrico e tem entre os segmentos de destaque máquinas e equipamentos, automotivo e bens de consumo.
Rodrigo Leal Tardane, diretor de operações logística e transporte, atribui o avanço à ampliação da carteira e à diversificação dos serviços. “A expansão de carteira e a diversificação foram diferenciais para esse resultado nesses primeiros meses”, afirmou.
Entre os novos contratos está o da CNH Industrial, que já era cliente de armazenagem e logística. Agora, a Emtel também transporta peças de fornecedores até a planta da empresa, em Curitiba (PR).
A estrutura interna foi alterada entre dezembro de 2024 e início de 2025, quando as diretorias de operações e comercial foram unificadas sob a gestão de Tardane. No início de 2026, a empresa contratou uma equipe comercial maior. A mudança resultou em fechamentos de contratos nos primeiros oito meses do ano.
Expansão planejada
Atualmente, o transporte do Grupo Emtel atende às regiões Sudeste e Nordeste. A previsão é chegar à região Sul entre o fim de 2026 e o início de 2027. Para os últimos meses do ano, a empresa espera aumento da demanda com contratos públicos, como a distribuição de livros escolares do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a sazonalidade do setor alimentício e a ampliação de acordos já existentes.
A meta é alcançar faturamento de cerca de R$ 600 milhões em 2030, valor 50% superior ao registrado atualmente. A empresa pretende consolidar o crescimento no mercado interno no primeiro semestre de 2027 e, depois, avançar na operação internacional. “Queremos acompanhar as necessidades dos nossos atuais clientes nas operações internacionais”, disse Tardane.



