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Fachin manda retirar sigilo de documentos da Operação Compliance Zero

Presidente do STF determinou que André Mendonça libere os documentos, com exceção de diligências que possam ser prejudicadas pela divulgação.

Fachin manda retirar sigilo de documentos da Operação Compliance Zero

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que André Mendonça retire, em 24 horas, o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras ligadas ao antigo Banco Master.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionou a divulgação parcial dos documentos. Para o órgão, liberar apenas parte do material transmite uma “ideia equivocada” sobre a transparência da investigação.

Documentos e investigações

Fachin já havia solicitado a divulgação integral na noite de quinta-feira (9). Horas depois, Mendonça liberou 15 procedimentos de investigação derivados da operação, mas preservou o sigilo de algumas linhas de apuração. A medida levou a PGR a pedir acesso a todo o conteúdo.

Na decisão desta sexta-feira (11), Fachin autorizou a disponibilização dos documentos, exceto aqueles relacionados a diligências em andamento ou futuras cuja divulgação possa prejudicar sua efetividade. O presidente do STF também determinou que o material seja enviado aos gabinetes dos demais ministros.

Os ministros deverão analisar os documentos e as provas antes do julgamento, na próxima terça-feira (15), de outro pedido da PGR. O órgão quer anular um relatório da Polícia Federal que relaciona Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

O relatório teve o sigilo retirado por Mendonça e reúne mensagens que, segundo a PF, foram enviadas por Vorcaro a Moraes. Nas conversas, o ex-banqueiro demonstraria proximidade com o ministro. Mendonça pediu que o plenário decida se Moraes deve ser investigado. A PGR afirma que o ministro teria avançado nas apurações sem autorização do plenário, o que, para o órgão, invalidaria o material.

Entre as investigações que permanecem sob sigilo está a suspeita de repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a PF, o dinheiro teria sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Outra apuração envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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