Os futuros das bolsas de Nova York operam em alta nesta sexta-feira (18), com o mercado acompanhando a queda do petróleo, os dados de produção industrial dos Estados Unidos e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed). A agenda ocorre após o banco central americano elevar os juros pela primeira vez em três anos.
Às 7h30 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,24%, o S&P 500 avançava 0,33% e o Nasdaq ganhava 0,66%. O movimento indica possibilidade de continuidade dos ganhos registrados no pregão anterior.
Petróleo recua após alívio sobre oferta
Os contratos futuros de petróleo registravam a terceira sessão consecutiva de baixa. A redução dos temores sobre restrições no fornecimento veio após a paralisação do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita.
Analistas da ANZ Research afirmaram, em nota, que a Arábia Saudita espera recuperar em poucos dias cerca de metade da capacidade do oleoduto danificado. A instituição também relacionou a queda à realização de lucros depois de duas semanas de alta.
No mesmo horário, o WTI para novembro recuava 1,87%, a US$ 95,41 por barril. O Brent para novembro caía 2,22%, a US$ 102,49.
Iene perde valor após decisão do Banco do Japão
O dólar avançava, enquanto o iene japonês recuava depois de o Banco do Japão (BoJ) decidir elevar a taxa básica para 1,25%. A votação terminou em 7 votos a 2, como esperado, mas aumentou as dúvidas sobre a possibilidade de novos apertos monetários.
Analistas do Danske Bank avaliaram que a reação negativa do iene também está ligada às especulações de que o BoJ poderia ter adotado uma alta mais agressiva. Para eles, o banco central não parece preparado para promover aumentos em reuniões consecutivas.
Às 7h30 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,1479, a libra avançava a US$ 1,3363 e o dólar era negociado a 157,89 ienes. O DXY, índice que acompanha o dólar diante de seis outras divisas relevantes, ganhava 0,16%, a 100,40 pontos.
Títulos americanos têm desempenho misto
Os rendimentos dos Treasuries operavam sem direção única. A taxa da T-note de 2 anos subia a 4,713%, a da T-note de 10 anos avançava a 4,958% e a do T-bond de 30 anos caía a 5,290%.

