O Ibovespa caiu 0,26% nesta segunda-feira (28), no quarto pregão consecutivo de baixa. O índice terminou o dia aos 182.991,13 pontos, com giro financeiro reduzido, de R$ 18 bilhões. Durante a sessão, oscilou entre a faixa de 181 mil pontos, pela manhã, e 184 mil pontos.
A queda ocorreu às vésperas da eleição no Brasil, em um cenário de menor disposição para assumir riscos no exterior. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa acumula alta de 3,14% no mês e avanço de 13,57% no ano.
Petróleo e cenário externo
Wagner Atoguia Lima, chefe trader sênior de renda variável da Lince Investimentos, avaliou que o mercado local ficou sem direção definida e apresentou instabilidade. A perda de força do petróleo ajudou a reduzir a pressão sobre a Bolsa, ao diminuir os receios de uma alta da inflação global.
Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,4%, a US$ 97,83 o barril. A commodity havia subido entre 3% e 4%, mas perdeu força após a leitura de que o Irã poderia interromper o enriquecimento de urânio em troca de alívio nas sanções dos EUA. As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz ainda permanecem no radar do mercado.
“O petróleo, que chegou a subir 3% a 4%, perdeu força com a leitura de que o Irã aceitaria interromper o enriquecimento de urânio em troca de alívio nas sanções dos EUA”, afirmou Lima.
Lucas Tambellini, head de renda variável da Lifetime, disse que a sessão refletiu a saída de ativos de risco em diferentes mercados. Segundo ele, investidores aguardam o resultado das urnas no Brasil antes de reposicionar seus investimentos. Rafael Espinoso, estrategista e portfólio manager da GCB Investimentos, citou o aumento de posições de proteção via EWZ nas últimas semanas.
O índice S&P/B3 Ibovespa VIX subiu 4,29% nesta segunda-feira. Calculado com base em opções sobre o Ibovespa B3, o indicador mede a volatilidade esperada para os próximos 30 dias e é usado como referência para a percepção de risco do mercado.


