O Ibovespa inicia outubro com os investidores atentos aos dados de atividade industrial dos Estados Unidos e da Europa, aos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e à divulgação de uma nova pesquisa Datafolha. A agenda ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições, em um cenário no qual a política brasileira pode aumentar a oscilação dos mercados.
Na quarta-feira (30), o índice da B3 subiu 1,37%, aos 186.340,46 pontos, e acumulou alta de 5% em setembro. O dólar recuou 0,81%, a R$ 5,1750. A valorização do Ibovespa foi sustentada principalmente por bancos e pela Vale. O Itaú avançou 4,68%, enquanto Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual também fecharam em alta. A Vale ganhou 0,43%. Petrobras terminou próxima da estabilidade.
Agenda econômica
Nos Estados Unidos, serão divulgados os PMIs industriais da S&P Global e do ISM, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego. A estimativa para o PMI industrial da S&P Global é de 57 pontos, ante 53,9 anteriormente. Para o índice do ISM, a projeção é de 55 pontos, contra 54,6 em agosto. A expectativa é de 200 mil novas solicitações de auxílio-desemprego em setembro.
Os números e as falas de dirigentes do Fed podem alterar as apostas para os próximos passos da política monetária americana. Na quarta-feira, o PCE, indicador de inflação acompanhado pelo banco central dos Estados Unidos, subiu 0,3% em agosto, abaixo da expectativa de 0,4%. O núcleo avançou 0,2% no mês.
No Brasil, o principal indicador previsto é o IPC-S de setembro, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A mediana das projeções aponta alta de 0,60%, após queda de 0,37% em agosto. Também está previsto o Índice de Confiança Empresarial, da FGV.
Política e projeções para a Bolsa
A nova pesquisa Datafolha deve ser divulgada no fim do dia. À noite, os candidatos à Presidência participam de debate na TV Globo. Na pesquisa Indexa/Broadcast, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 43% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, com 42%, em uma simulação de segundo turno, configurando empate técnico.
Para Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora, mudanças de posicionamento e oscilações devem marcar setembro. A corretora avalia que a Bolsa pode se valorizar com um ajuste fiscal em 2027, mas que a eleição deve trazer volatilidade.
No exterior, Dow Jones caiu 0,86%, S&P 500 recuou 0,25% e Nasdaq avançou 0,24%. No Brasil, a dívida bruta do governo geral passou de 82,6% para 82,9% do PIB em agosto.



