O Ibovespa deve acompanhar nesta sexta-feira (18) os efeitos da nova pesquisa Datafolha, das oscilações do petróleo e das decisões de política monetária no exterior. Para Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora, setembro pode ser marcado por mudanças de posicionamento e maior oscilação nos mercados.
Divulgado na noite de quinta-feira (17), o levantamento apontou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 2 pontos porcentuais permaneceu igual à registrada na pesquisa anterior.
O cenário eleitoral passou a dividir a atenção com a decisão do Banco do Japão (BoJ), anunciada durante a madrugada. A taxa básica da instituição estava em 1% na reunião anterior. Os investidores avaliam principalmente os possíveis efeitos da decisão sobre os mercados globais e as expectativas para a política monetária internacional.
As cotações do petróleo também permanecem no radar por causa das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Na quinta-feira (17), os preços voltaram a recuar, depois de uma queda superior a 3% na sessão anterior. Novas variações podem afetar especialmente os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) e o câmbio.
Indicadores no Brasil e no exterior
Além da decisão japonesa, a agenda desta sexta-feira (18) inclui o índice de preços ao produtor da Alemanha e os dados de vendas no varejo do Reino Unido. Nos Estados Unidos, a produção industrial de agosto deve fornecer sinais sobre o ritmo da atividade econômica após a decisão do Federal Reserve.
No Brasil, o principal indicador previsto é a segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de setembro. O dado será divulgado após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic, taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual.
No pregão de quinta-feira (17), o Ibovespa terminou com alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, após cair mais de 1% durante o dia. O movimento ocorreu depois do anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família pelo governo federal, que ampliou a atenção sobre as contas públicas e o cenário eleitoral. O dólar recuou 0,23% e fechou a R$ 5,1393.
A recuperação da Bolsa acompanhou a alta dos mercados de Nova York e a valorização de 2,07% da Vale (VALE3), em meio à alta do minério de ferro na China. O Brent para novembro caiu 0,95%, a US$ 104,82 por barril, enquanto o WTI para outubro recuou 0,51%, a US$ 101,91.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu 1,14%, o Nasdaq avançou 1,69% e o Dow Jones teve alta de 0,61%. Os pedidos de auxílio-desemprego ficaram em 196 mil na semana encerrada em 12 de setembro. Já o início de novas moradias registrou queda de 2,6% em agosto.
No Reino Unido, a manutenção dos juros em 3,75% pelo Banco da Inglaterra ocorreu na sexta reunião consecutiva com a mesma taxa. A Bolsa de Londres avançou 1,19%.



