Os índices futuros das bolsas de Nova York operavam de forma mista nesta terça-feira (29), com o Dow Jones em queda de 0,09% no pré-mercado. O movimento ocorre enquanto o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã mantém o petróleo em alta e pode levar Wall Street a ampliar as perdas do dia anterior.
Às 7h30 (de Brasília), o S&P 500 recuava 0,05% e o Nasdaq tinha baixa marginal de 0,01%, além da queda registrada pelo Dow Jones. A agenda econômica dos Estados Unidos inclui o relatório de emprego Jolts e o índice de confiança do consumidor do Conference Board.
Petróleo avança pelo segundo dia
Os contratos futuros de petróleo subiam pelo segundo dia consecutivo, em meio ao impasse nas negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O avanço era limitado pela retomada das exportações da Arábia Saudita por meio do oleoduto Leste-Oeste, depois do reparo de danos provocados por ataques de drones.
A reabertura restabeleceu uma rota para contornar o Estreito de Ormuz. De acordo com analistas da área de pesquisas do banco ANZ, as negociações continuam travadas, o que prolonga a incerteza sobre a reabertura do estreito. O fluxo pelo oleoduto saudita foi retomado em 3,5 milhões de barris por dia.
No horário de referência, o WTI para novembro avançava 0,31% na Nymex, a US$ 92,30 o barril. O Brent para dezembro subia 0,28% na ICE, a US$ 97,56 o barril.
Dólar e juros
O dólar subia diante de uma cesta de moedas fortes, apoiado pela alta do petróleo, pelas preocupações com possíveis interrupções na oferta e pela busca por segurança em meio às tensões geopolíticas. A pressão sobre os preços da energia também alimenta a avaliação de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais rígida, inclusive considerando novos aumentos de juros.
Às 7h30 (de Brasília), a libra era negociada a US$ 1,3234, enquanto o dólar valia 157,42 ienes. O euro estava em US$ 1,1341, e o índice DXY subia 0,21%, a 101,41 pontos.
Os rendimentos dos Treasuries de prazo mais longo recuavam levemente, mas permaneciam próximos de máximas de vários anos. A taxa da T-note de 2 anos subia a 4,928%; a da T-note de 10 anos caía a 5,237%; e a do T-bond de 30 anos recuava a 5,549%.


