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Economia

Nova política de minerais críticos prevê crédito fiscal e fundo de R$ 2 bilhões

Lei cria incentivos para beneficiamento e transformação, além de conselho responsável por definir minerais e projetos prioritários.

Nova política de minerais críticos prevê crédito fiscal e fundo de R$ 2 bilhões

O Brasil passou a ter uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), criada pela Lei nº 15.506/2026 e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (16). A medida busca estimular atividades que vão da pesquisa e lavra ao beneficiamento e à transformação desses recursos no país.

Um dos principais mecanismos é o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE). Empresas poderão converter em crédito fiscal até 20% das despesas com beneficiamento, transformação e mineração urbana. O limite fiscal será de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034.

Para participar, os projetos deverão ser aprovados pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). O acesso aos incentivos estará associado a contrapartidas como investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), compromissos socioambientais e uso de produtos e mão de obra locais.

Fundo e rastreabilidade

A lei também criou o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que poderá receber até R$ 2 bilhões da União. O fundo ainda poderá contar com recursos de estados, municípios e agentes privados, com o objetivo de reduzir riscos e ampliar a capacidade de investimento no setor.

A política prevê uma rede para aproximar empresas de universidades, startups, instituições científicas e centros de pesquisa, com foco em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional na área. Também deverão ser adotados mecanismos para acompanhar a origem dos minerais, licenças ambientais, outorgas, transporte e reciclagem.

Conselho terá participação de diferentes setores

Vinculado à Presidência da República, o CIMCE ficará responsável por elaborar o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e definir e atualizar a lista desses minerais. Conforme o governo federal, a revisão poderá acompanhar mudanças tecnológicas, econômicas, industriais e geopolíticas.

O conselho também participará da seleção e priorização de projetos e da definição de diretrizes para recursos destinados à diversificação econômica de territórios afetados pela mineração. A Agência Nacional de Mineração (ANM) manterá suas funções de regulação, fiscalização e outorga.

A estrutura do CIMCE terá Pleno, Comitê Executivo e Secretaria Executiva. O Pleno será presidido pelo ministro-chefe da Casa Civil e reunirá representantes de ministérios, estados e Distrito Federal, municípios, setor privado e instituições de ensino superior. O Comitê Executivo analisará e classificará projetos, enquanto a Secretaria Executiva, instalada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), cuidará do cadastro, da habilitação e da triagem de investimentos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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