A Receita Federal reduziu de R$ 17 bilhões para R$ 10,5 bilhões a previsão de arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física sobre lucros e dividendos em 2026. A estimativa havia sido criada para compensar a isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil.
A mudança foi anunciada nesta terça-feira (22) por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal. O ajuste será detalhado no próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para quinta-feira (24).
Até o oitavo mês de 2026, a arrecadação do tributo chegou a R$ 4,030 bilhões. Em agosto, foram recolhidos R$ 884,717 milhões.
Malaquias afirmou que a Receita continuará compensando a isenção com outras fontes de receita. Segundo ele, o objetivo é garantir o cumprimento da meta global de resultado, considerando todas as compensações e ajustes.
“O principal é o atingimento da meta global de resultado”, disse o chefe do centro da Receita. Ele afirmou ainda que o relatório terá detalhes sobre outras medidas, sem antecipar quais serão as ações.
Cobrança sobre dividendos
A isenção sobre lucros e dividendos vigorou até 31 de dezembro de 2025. De acordo com Malaquias, decisões judiciais facilitaram a acomodação desses pagamentos sem a cobrança do imposto.
A arrecadação relacionada aos dividendos distribuídos em 2026 ainda poderá ocorrer até 2027. A Receita atribui esse prazo às regras técnicas que envolvem a incidência do tributo e o momento da cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Física.



