Produtores de vinho, queijos e outros itens artesanais articulam a criação de uma rota turística em Ritápolis e municípios vizinhos, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. A proposta é reunir visitas a vinícolas e propriedades rurais com experiências ligadas à gastronomia, à história e à natureza da região.
As conversas começaram entre viticultores e a Instância de Governança Regional Trilha dos Inconfidentes, informou o assessor de governo da Prefeitura de Ritápolis, Humberto Mafra Almeida. O circuito inclui cidades como Tiradentes, São João del-Rei, São Tiago, Prados, Resende Costa, Barroso, Carrancas e Conceição da Barra de Minas, além de outros municípios da região.
A intenção, segundo Almeida, é diversificar as opções para os visitantes e prolongar a permanência deles. “Essa é uma forma de ampliar e diversificar a oferta”, afirmou.
Em Ritápolis, a Quinta da Juliana já recebe pedidos de visita ao parreiral e oferece os rótulos Belle de Ju, Alvorada e Terra. A vinícola produziu 6 mil garrafas na primeira safra e prevê 12 mil na próxima. A capacidade anual, quando a operação estiver completa, será de 80 mil garrafas, segundo o sócio-proprietário Marcos José de Paula.
O empreendimento também planeja instalar uma fábrica para transformar em vinho as uvas produzidas na região, além de montar um espaço de recepção e avaliar a construção de um hotel. Atualmente, são 12 empregos diretos e cerca de 10 indiretos. A previsão é chegar a algo entre 30 e 40 pessoas.
Vinhos, queijos e memórias
A Sá Marias, idealizada por Bernadete, Gena e Maria Rita, fica a mais de 1.200 metros de altitude. O local oferece hospedagem, experiências com quitandas e produtos associados à vida rural. A propriedade produziu 1.326 garrafas e pretende usar o enoturismo para contar histórias das mulheres da família, apresentar a capela construída pelo pai de Bernadete e oferecer laticínios de Ritápolis e artesanato regional.
A Estalagem e Queijaria Canto do Rio, que produz queijos desde 2021, também vê oportunidade na integração entre os empreendimentos. Para Ana Letícia Leão, a combinação de queijos, vinhos e turismo rural pode fortalecer a divulgação da região.
A expectativa é que a articulação entre vinícolas, queijarias e propriedades rurais atraia visitantes durante todo o ano, gere renda para pequenos produtores e preserve histórias e tradições locais.



