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Economia

Reorganização da Azzas leva S&P a revisar notas da empresa e de CRIs

Agência colocou os ratings em CreditWatch negativo após a separação entre Arezzo&Co, SOMA e Farm ser anunciada.

Reorganização da Azzas leva S&P a revisar notas da empresa e de CRIs
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A S&P National Ratings rebaixou as notas da Azzas 2154 e dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da Riza Securitizadora ligados à empresa. A classificação da companhia passou de “brAA+” para “brAA”, enquanto as notas da 1ª, 2ª e 3ª séries da 138ª emissão de CRIs caíram de “brAA+ (sf)” para “brAA (sf)”. Nos dois casos, a agência colocou os ratings em CreditWatch negativo.

A medida foi tomada depois do anúncio da separação dos negócios da Azzas entre Arezzo&Co, SOMA e Farm. Para a S&P, o processo pode reduzir a escala das operações e enfraquecer as métricas de crédito, dependendo de como forem distribuídas as dívidas e os compromissos financeiros existentes. A expectativa é que a cisão seja concluída nos próximos trimestres.

A nota “brAA” representa qualidade de crédito inferior à de “brAA+” e um risco maior de inadimplência. Mesmo assim, a classificação ainda considera “muito forte” a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações financeiras. Um novo corte pode ocorrer nos próximos 90 dias se surgirem sinais de piora no desempenho operacional e financeiro durante a cisão.

A agência também avaliou que a separação é uma alternativa para resolver os conflitos entre os acionistas de referência Alexandre Café Birman e Roberto Jatahy Gonçalves. Na análise da S&P, esse fator pesa negativamente na avaliação de administração e governança porque pode levar a uma piora na qualidade de crédito.

Os resultados considerados fracos no segundo trimestre de 2026 também fizeram a S&P revisar suas projeções. A agência espera métricas operacionais e financeiras mais pressionadas no ano, em meio a um cenário macroeconômico e setorial mais difícil e à ausência das sinergias previstas com a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, em 2024.

A Arezzo&Co ficará com marcas de sapatos e bolsas, como Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans, Alexandre Birman e Carol Bassi, além da Hering e suas extensões. A SOMA reunirá Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Oficina, Foxton, Reserva e suas extensões.

Farm Brasil, Farm Internacional e Fábula serão reunidas em uma sociedade controlada por Arezzo&Co e SOMA, com participações de 57,4% e 42,6%. A operação ainda depende de aprovações internas, do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da autorização para listar as ações da SOMA no Novo Mercado da B3.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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