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Economia

Priscilla Arantes defende união entre tecnologia digital e saberes tradicionais

Especialista em economia circular afirma que territórios e povos originários já desenvolvem soluções que podem ser potencializadas pela tecnologia.

A tecnologia digital, incluindo a inteligência artificial, deve potencializar conhecimentos já desenvolvidos por povos originários e territórios tradicionais, sem substituí-los. A avaliação é de Priscilla Arantes, comunicóloga, diretora de projetos do Instituto Reinventando Futuros e coordenadora de comunicação do Fórum Nordeste de Economia Circular.

A especialista participou de uma conversa no HackTown 2026, realizado de 3 a 7 de setembro, e afirmou que seu trabalho consiste em aproximar pessoas e organizações que procuram soluções sustentáveis de comunidades que já desenvolveram respostas para esses desafios.

“Uma não pode viver sem a outra, não faz sentido”, disse Priscilla, ao defender a integração entre economia da vida e tecnologia digital. Ela também afirmou que as práticas de povos originários são, por si só, altamente tecnológicas.

Soluções construídas nos territórios

Priscilla contou que acumula mais de 20 anos de atuação com comunicação de impacto para organizações sociais. Atualmente, trabalha com projetos relacionados à economia circular, economia verde, economia criativa e economia solidária, conceitos que reúne sob o nome de economias da vida.

No Fórum Nordeste de Economia Circular, sua atuação envolve a criação de redes entre poder público, empresas privadas, organizações e moradores. O ponto de partida, segundo ela, é ouvir as necessidades e as potencialidades de cada território.

“Muitas vezes populações e territórios já têm essas soluções e não enxergam”, afirmou. Para Priscilla, reconhecer esses conhecimentos evita que iniciativas de inovação sejam tratadas como se começassem do zero.

Transição justa e anterioridade

A especialista também explicou que uma transição justa precisa considerar quem é mais afetado pelas decisões públicas e pelas urgências definidas de cima para baixo. Na avaliação dela, o território deve participar da definição das prioridades, em vez de apenas receber decisões prontas.

Outro conceito destacado foi o de anterioridade, que envolve respeitar aquilo que já foi construído, incluindo os conhecimentos dos chamados intelectuais da terra. Academia, empresas, poder público e sociedade civil podem participar das mudanças, mas não são os únicos responsáveis por produzir soluções.

Com passagem pelo Sistema B, Priscilla descreveu a certificação de empresas com práticas de governança e impacto social e ambiental como um processo difícil, porque exige mudanças genuínas. Segundo ela, empresas de diferentes portes vêm aderindo a essas práticas, embora o avanço ainda seja um trabalho gradual. Ela afirmou que a preservação ambiental deixará de ser opcional para as empresas.

Priscilla participou do HackTown pela terceira vez e disse ter percebido maior presença de pautas socioambientais na programação, além de uma organização mais estruturada da coleta de resíduos no evento. Ela levou a filha ao festival e afirmou que pretende retornar em 2027, ainda sem definir qual fórum representará.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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