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Educação

Pesquisa rápida é o principal uso de IA entre estudantes brasileiros no Pisa

Levantamento mostra como alunos de 15 anos recorrem a chatbots para pesquisar, resumir textos e produzir redações.

Pesquisa rápida é o principal uso de IA entre estudantes brasileiros no Pisa
Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

A pesquisa rápida sobre assuntos novos é o uso de inteligência artificial que mais diferencia os estudantes brasileiros da média dos países da OCDE. De acordo com o Pisa 2025, 40% dos alunos no Brasil recorrem a chatbots para esse tipo de tarefa, ante 31% na média da organização.

Os dados foram divulgados pela OCDE nesta terça-feira (8) e mostram que 48% dos estudantes brasileiros de 15 anos usam ferramentas como o ChatGPT pelo menos uma vez por semana para aprender. Na média da OCDE, o índice é de 46%.

O Pisa é aplicado a cada 3 anos para avaliar conhecimentos em matemática, leitura e ciências. Esta é a primeira edição da pesquisa a medir o uso de ferramentas de inteligência artificial entre os estudantes.

Outro hábito investigado é o uso da tecnologia para resumir textos que os alunos precisam ler para a escola. No Brasil, 31% afirmam fazer isso com ajuda de IA, resultado próximo dos 30% registrados na média da OCDE.

Para escrever uma redação inteira, porém, a proporção brasileira fica abaixo da média internacional. Esse uso é relatado por 27% dos estudantes no país, contra 29% entre os alunos dos países da OCDE. Também há um grupo que não utiliza a tecnologia em tarefas escolares: 11% dos brasileiros dizem nunca recorrer à IA, enquanto a média da organização é de 14%.

Ernesto Martins, pesquisador do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), afirmou que ainda não é possível saber qual é o impacto dessas ferramentas no aprendizado e defendeu estudos mais aprofundados.

Martins também destacou um padrão de leitura apressada identificado na avaliação. Segundo ele, alguns estudantes respondem às questões de maneira rápida e superficial, sem se aprofundar no texto, o que pode levar a erros em perguntas que exigem mais atenção.

O pesquisador ponderou que esse comportamento pode estar ligado ao contexto mais amplo de uso intenso da inteligência artificial. “pode estar impactando os leitores menos proficientes”, afirmou Martins, ao mencionar também a influência das redes sociais e de outros aspectos da leitura dinâmica.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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