A primeira avaliação do Pisa com resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais mostrou que o Brasil marcou 406 pontos, abaixo da média de 500 pontos da OCDE. A prova mede habilidades como modelagem e programação e foi aplicada a estudantes de 15 anos em 91 países e economias.
Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesta edição, ciências foi o foco principal, ao lado de matemática e leitura. Como a avaliação digital é nova, somente essas três áreas tradicionais podem ser comparadas com as edições anteriores.
Nas três disciplinas comparáveis, as notas brasileiras permaneceram estatisticamente estáveis em relação a 2022. A mudança nas posições do ranking não representa, necessariamente, piora: o número de participantes subiu de 81 para 91, e a entrada de novos países e economias altera a colocação de cada um.
O resultado ocorre em um patamar baixo. Segundo a OCDE, 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência simultaneamente em matemática, leitura e ciências. A média da organização foi de 19,7%. No grupo de alto desempenho em pelo menos uma área, o Brasil teve 1,8%, contra 11,9% na OCDE.
Em matemática, o país marcou 377 pontos e ficou em 71º lugar entre 89 países com dados disponíveis. O resultado deixou o Brasil atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia, além de empatado com o Líbano. Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala tiveram notas menores.
Desempenho por área
Em leitura, foram 408 pontos e a 52ª posição entre 89 países, em empate com México e Albânia. A nota ficou dois pontos abaixo da registrada em 2022, mas a diferença não foi considerada estatisticamente significativa.
Ciências teve o melhor resultado relativo do Brasil: 409 pontos e o 67º lugar entre 90 países, em empate com o Azerbaijão e à frente de Jordânia e Peru. Foi a primeira vez desde 2015 que a disciplina recebeu foco especial no Pisa.
Na comparação com 2022, o Brasil apareceu oito posições abaixo em matemática, uma em leitura e seis em ciências. A OCDE afirma que o enfraquecimento dos resultados internacionais já vinha de antes da Covid-19 e continuou em muitos sistemas de ensino. Na média da organização, matemática caiu 22 pontos entre 2015 e 2025.



