Clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram nesta segunda-feira (21) uma redução gradual do número de estrangeiros nos elencos. A mudança começa no próximo ano, quando o limite de atletas de fora do país relacionados para as partidas cairá de nove para oito.
A redução será de um jogador por temporada até 2030, quando cada clube poderá ter no máximo cinco estrangeiros. A regra foi proposta pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em reunião com os clubes das duas divisões.
A entidade apresentou um estudo que relaciona o aumento do limite de atletas nascidos no exterior à diminuição da participação de jogadores com menos de 23 anos. Conforme o levantamento, esses atletas tiveram 40% menos minutos em campo no Brasil desde que o limite de estrangeiros passou para nove, há dois anos.
Inscrição de atletas Sub-23
A mudança deverá ter impacto limitado para a maior parte dos clubes, segundo os dados apresentados pela CBF. Neste ano, uma média de 5,4 estrangeiros foi relacionada por partida nas Séries A e B. Entre eles, 4,3 entraram em campo, em média. O limite de nove jogadores foi alcançado em 29 de 430 partidas, o equivalente a 6%.
Além da redução de estrangeiros, os clubes aprovaram uma exigência para atletas Sub-23. Os 50 jogadores inscritos no Brasileirão serão divididos em duas listas a partir de 2027. A Lista A terá 30 atletas sem restrição de idade, enquanto a Lista B contará com 20 jogadores Sub-23. Eles não precisarão ser formados no próprio clube.
A proporção das listas também será alterada nos anos seguintes: 29/21 em 2028, 27/23 em 2029 e 25/25 em 2030.
De acordo com a CBF, a redução do limite de estrangeiros é defendida pelo Movimento de Clubes Formadores, que demonstrou preocupação com o baixo uso de atletas da base. Um dos argumentos apresentados nas discussões foi a preferência das equipes por contratar estrangeiros considerados prontos em vez de abrir espaço para jogadores formados no clube.



