O Corinthians suspendeu temporariamente o pagamento da terceira parcela de 2026 do refinanciamento da Neo Química Arena. A medida foi adotada enquanto o clube e a Caixa renegociam as condições para quitar a dívida do estádio.
A diretoria corintiana avalia alternativas para viabilizar um novo acordo e diminuir o impacto do débito nas finanças do clube. Uma das propostas apresentadas é que a Caixa assuma os naming rights da arena. O Corinthians também sugeriu a criação de títulos de capitalização e de ações ligadas ao Fiel Torcedor, programa de sócios do clube.
Participam das negociações o presidente Osmar Stabile, o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Rafael Castilho. A intenção da diretoria é encerrar a dívida da arena, que representa mais de 20% do débito total do Corinthians e está na casa dos R$ 630 milhões.
Atualmente, os naming rights do estádio pertencem à Hypera Pharma. O contrato para a exploração do nome da Neo Química Arena tem duração de 20 anos.
Histórico do débito
O financiamento para a construção do estádio começou em 2013, quando o Corinthians obteve crédito de até R$ 400 milhões. Desde então, a dívida passou por negociações e mudanças nas condições de pagamento.
Em novembro de 2024, a Gaviões da Fiel lançou a campanha “Doe Arena” para ajudar o clube a quitar o débito. A iniciativa foi encerrada em novembro de 2025, depois de arrecadar R$ 41.420.844,19, equivalente a 5,92% da meta estabelecida.
A campanha tinha previsão de terminar em maio de 2025, mas o período de arrecadação foi estendido até 31 de dezembro de 2025. A iniciativa reuniu corintianos de todo o país em uma campanha de financiamento coletivo promovida por torcedores.



