MADRI — A curva La Monumental é apontada como um dos principais atrativos do novo circuito que recebe o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1. Com uma das maiores inclinações da história da categoria, o trecho pode favorecer ultrapassagens, mas desemboca em outra curva com frenagem mais brusca.
O traçado, chamado Madring, combina o nome da capital espanhola com “ring”, palavra usada para circuito. A pista reúne uma área própria para corridas de alta velocidade e outro setor formado por ruas, com curvas mais fechadas e exigentes. O circuito também tem poucas áreas de escape.
A dificuldade já apareceu nos primeiros testes, realizados com carros de Fórmula 3. Durante dois dias de atividades, a bandeira vermelha foi acionada 19 vezes. O chefe da Williams, James Vowles, chamou o Madring de “destruidora de carros”.
Desafio para a Fórmula 1
Os pilotos terão poucos dias para conhecer o circuito antes da prova. Embora a maioria já tenha percorrido o traçado em simuladores, a corrida apresenta situações que não podem ser reproduzidas dessa forma, como o desgaste real dos pneus, a disputa entre três carros na mesma tomada de curva e os erros ou acertos de quem está à frente.
Carlos Sainz, piloto da Williams nascido em Madri e embaixador do Madring, percorreu a pista com carros de passeio. Para ele, o circuito é muito complicado, mas também muito espetacular.
A pista é comparada em alguns aspectos ao circuito do Grande Prêmio de Mônaco, conhecido pelo traçado truncado. A diferença é que o Madring tem setores mais velozes, muita aderência e poucas ondulações por ser um circuito novo.
Para o público, o acesso foi planejado com transporte público, além da proximidade com um aeroporto e com o Centro de Convenções IFEMA. A Fórmula 1 retorna a Madri depois de 45 anos, em uma prova cercada pela expectativa de que o novo circuito altere o ritmo das corridas da categoria.



