Nildinha, ex-atacante da seleção brasileira, vê a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil como um avanço para a modalidade. A ex-jogadora também relembrou os desafios da carreira e pediu humildade às novas gerações do futebol feminino.
Nascida Nilda Ismael do Nascimento, ela disputou futebol até os 46 anos e é a segunda maior artilheira da história do Paulistão Feminino, com 135 gols. Nildinha também integrou a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, quando o futebol feminino apareceu pela primeira vez na programação olímpica.
A ex-jogadora quase deixou o esporte depois de engravidar aos 19 anos. Com o apoio de pioneiras da modalidade, decidiu continuar e chegou à seleção. “Consegui ir para a seleção brasileira, treinei, ainda peguei a seleção de Olimpíadas de Atlanta”, afirmou Nildinha.
Copa no Brasil
O futebol feminino foi proibido no Brasil de 1941 até 1979. Para Nildinha, a realização do Mundial no país representa uma conquista após anos de espera. “Apesar de ter demorado tanto, a melhor coisa que teve foi acontecer essa Copa do Mundo aqui no Brasil”, disse.
Ao comparar sua trajetória com a realidade atual, a ex-atacante destacou que meninas de 13 e 14 anos já contam com agentes e têm mais recursos no início da carreira. Ela, porém, defendeu que as jogadoras avancem gradualmente e mantenham a ligação com suas origens.
Nildinha também afirmou que as novas atletas precisam cuidar do aspecto psicológico para lidar com o crescimento profissional e permanecer humildes ao longo do caminho.



