RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil do Rio investiga uma denúncia de agressão feita por Marcelle Barbosa contra o ex-companheiro, Felipe Teresa, jogador de futebol sub-20 do Palmeiras. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá e encaminhado à 94ª DP (Piraí), responsável pelo prosseguimento da apuração.
A polícia informou que Marcelle passou por exame de corpo de delito. A autoridade policial também solicitou medidas protetivas de urgência, enquanto agentes realizam outras diligências para esclarecer os fatos.
Segundo o relato da mulher, o episódio aconteceu em 15 de agosto, durante uma viagem de van entre São Paulo e Rio de Janeiro. O filho do casal, de 1 ano e 8 meses, estaria presente. A discussão teria começado após um desentendimento sobre a ida do jogador a um baile com amigos no Complexo do Alemão.
Marcelle afirmou que, em uma parada em um posto de gasolina, jogou fora uma roupa que Felipe usaria no evento. De acordo com a denúncia, os dois passaram a discutir e o jogador teria ficado agressivo. Ela relatou ter usado um guarda-chuva para se defender e disse que um funcionário do local precisou intervir.
Ainda conforme o relato, Felipe teria dado um chute na perna dela. Depois, dentro da van, Marcelle disse que deu um tapa no rosto do jogador e recebeu um soco no nariz, que teria provocado sangramento.
Posicionamento de Felipe Teresa
Em nota, Felipe Teresa afirmou que tomou conhecimento das acusações e que seus advogados adotam as medidas jurídicas cabíveis para apurar os acontecimentos e resguardar seus direitos. O jogador declarou que os fatos serão discutidos e esclarecidos em juízo, com direito de defesa para as partes.
Felipe também negou ter abandonado o filho. Por envolver menor de idade, disse que não fará exposição pública de circunstâncias familiares nem apresentará detalhes que possam ampliar a exposição da criança.
Após a repercussão, Marcelle arquivou temporariamente os vídeos publicados nas redes sociais, conforme informou em nota, por orientação jurídica. Ela afirmou que pretende preservar os direitos envolvidos e o filho, além de confiar na Justiça.
No dia 13 de setembro, os dois divulgaram um comunicado conjunto informando que decidiram tratar as questões de forma consensual e reservada, priorizando a preservação do menor. O documento afirmou que os acontecimentos ocorreram em um contexto de “elevada carga emocional” e que eventuais responsabilidades serão esclarecidas perante as autoridades competentes.



