O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) passou a ser questionado por supostamente atuar em pautas de interesse do Banco Master e de Daniel Vorcaro, controlador da instituição. As informações envolvem iniciativas apresentadas durante o mandato e no período em que Barros presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
Os levantamentos foram divulgados inicialmente pela jornalista Malu Gaspar e depois detalhados em novas publicações. Entre as ações atribuídas ao parlamentar estão requerimentos de informação, pedidos de esclarecimento, articulações políticas e propostas dirigidas ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a outros órgãos ligados à fiscalização do sistema financeiro.
Um dos episódios citados envolve uma emenda sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege depósitos e aplicações financeiras em caso de quebra de instituições. Documentos analisados indicariam semelhanças entre a proposta apresentada por Barros e uma minuta que circulava entre representantes ligados ao Banco Master. O deputado retirou a proposta posteriormente e negou ter favorecido a instituição.
Também são mencionadas audiências públicas e iniciativas da comissão presidida por Barros sobre temas que teriam relação direta com interesses defendidos por Vorcaro. As informações divulgadas ainda apontam que medidas parlamentares poderiam ter sido usadas para pressionar agentes do mercado vistos como adversários do banco em disputas envolvendo a instituição.
Contexto das investigações
O Banco Master passou a ser alvo de medidas do Banco Central após questionamentos sobre sua estrutura financeira. Vorcaro também se tornou alvo de investigações e de operações policiais conduzidas por diferentes órgãos. As apurações citadas envolvem suspeitas de crimes financeiros e de possíveis esquemas de influência sobre agentes públicos e reguladores.
Até o momento, não há informação sobre a abertura de investigação formal contra Filipe Barros em razão das revelações. O deputado já declarou que suas iniciativas tinham o objetivo de defender investidores e fiscalizar órgãos reguladores. Ele também negou ter trabalhado em favor de Vorcaro ou do Banco Master.
Após a divulgação das novas informações, Barros não apresentou manifestação pública específica sobre os fatos. A assessoria do deputado também não havia divulgado posicionamento sobre os detalhes que relacionam sua atuação parlamentar aos interesses do banco e de seu controlador.
O caso ocorre enquanto Barros é apontado como um dos nomes do PL para disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2026. Ele também integra o grupo de parlamentares mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.




