A Polícia Federal prendeu três pessoas suspeitas de comandar um esquema que teria retirado cerca de R$ 45 milhões de contas de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal. As prisões ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro, durante a segunda fase da Operação Infiltrados.
Segundo as investigações, parte dos valores teria sido convertida em criptomoedas. O grupo também teria aberto uma empresa em ilhas britânicas para dificultar a recuperação do dinheiro pelas autoridades brasileiras.
Prisões em São Paulo e no Rio
Em São Paulo, foram presos Matheus Casado Natário e Isabely Alves de Sousa. A Polícia Federal afirma que o casal coordenava as fraudes e obtinha acesso às contas das vítimas.
No Rio de Janeiro, Enzo Grillo Filho foi detido sob suspeita de atuar como operador financeiro da organização. A investigação o aponta como testa de ferro de Jader Henrique Areas de Almeida, que não foi encontrado e é considerado foragido.
O grupo teria utilizado dados sigilosos para fazer transferências eletrônicas. Entre as vítimas estavam beneficiários do FGTS e do auxílio emergencial. A apuração começou em 2025, após informações sobre fraudes contra clientes da Caixa.
Ameaças e vazamento de informações
A Polícia Federal também investiga tentativas de atrapalhar o trabalho das autoridades. Conforme a apuração, integrantes do grupo teriam ameaçado investigadores e tentado cooptar servidores da Justiça Federal.
A primeira etapa da apuração foi chamada de Operação Trampo. Nessa fase, os agentes identificaram o esquema e o desvio de dinheiro. Com o avanço das diligências, também foram encontradas suspeitas de participação de servidores públicos e de outras pessoas no vazamento de informações privilegiadas e na interferência nas investigações.
Os investigados respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A PF ainda apura possíveis crimes de obstrução da Justiça, violação de sigilo funcional e outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.



