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Operação prende 15 e recupera cerca de 10 mil celulares em São Paulo

Ação do Ministério Público e da Polícia Civil identificou etapas de roubo, invasão de aplicativos, adulteração e revenda de aparelhos.

Operação prende 15 e recupera cerca de 10 mil celulares em São Paulo
Foto: Arte/g1

Uma operação contra um esquema de roubo, adulteração e revenda de celulares prendeu 15 pessoas nesta quinta-feira (10) em São Paulo e recuperou cerca de 10 mil aparelhos sem nota fiscal. Entre os detidos está um policial militar aposentado, encontrado com mais de 200 celulares.

A ação foi conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil após uma investigação que durou sete meses. Segundo a polícia, sete presos tinham mandados expedidos pela Justiça e oito foram detidos em flagrante.

As apurações indicaram uma cadeia com grupos responsáveis por diferentes etapas: o furto ou roubo, o acesso aos dados das vítimas, a adulteração dos aparelhos e a tentativa de revenda no mercado formal, principalmente pela internet.

Como funcionava o esquema

Depois dos crimes, os celulares eram levados a locais onde criminosos quebravam senhas, invadiam aplicativos e esvaziavam contas bancárias. A análise do GPS dos aparelhos apreendidos apontou que essa etapa ocorria em diferentes pontos da Rua Guaianases, no Centro de São Paulo.

Em seguida, os celulares eram encaminhados a assistências técnicas clandestinas instaladas em shoppings populares da região da Santa Ifigênia. Os aparelhos eram modificados para dificultar a identificação e permitir a comercialização. A alteração do IMEI, código único dos celulares, também dificultava o rastreamento e a identificação da origem dos equipamentos.

Em um depósito na Mooca, na Zona Leste, as equipes encontraram toneladas de celulares e peças, incluindo telas e câmeras. O material apreendido ocupou três caminhões e precisou ser descarregado por uma força-tarefa na garagem da Corregedoria da Polícia Civil, na região da Avenida Paulista.

O Ministério Público informou que dados fornecidos por criminosos presos ajudaram a esclarecer o funcionamento da cadeia. Para a comandante-geral da Polícia Militar, Glauce Anselmo Cavalli, interromper as diferentes etapas reduz o espaço para a comercialização dos aparelhos roubados e furtados.

Notas fiscais falsas e origem da investigação

Na etapa final, empresas de fachada emitiam notas fiscais falsas para dar aparência legal aos celulares adulterados. Uma conversa obtida durante a investigação registrou o pedido de emissão de uma nota com data anterior, correspondente ao mês da compra.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que as empresas envolvidas terão de comprovar a origem dos aparelhos. Segundo ele, a inscrição estadual poderá ser cassada caso seja comprovada a venda de produtos roubados ou furtados.

A investigação surgiu do cruzamento de apreensões anteriores, análises de celulares recolhidos pela polícia, relatórios de inteligência, rastreamento de dispositivos e informações compartilhadas entre apurações. Entre os antecedentes está a Operação Salus et Dignitas, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil na Cracol.

Os investigadores identificaram aparelhos concentrados em endereços da região central de São Paulo, especialmente nos bairros de Santa Ifigênia e Campos Elíseos. Conversas extraídas de celulares, equipamentos de desbloqueio, análises fiscais, movimentações financeiras e registros de localização foram usados para apontar possíveis conexões entre os envolvidos.

A Justiça autorizou prisões temporárias e dezenas de mandados de busca e apreensão em imóveis, lojas de assistência técnica, empresas e edifícios associados à localização recorrente de celulares roubados e furtados.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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