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Polícia apura suspeita de vazamento em operação contra esquema ligado ao PCC em SP

Dez dos 16 alvos de prisão foram detidos; Milton Leite e Paulo Sirqueira Korek Farias estão entre os seis foragidos.

Polícia apura suspeita de vazamento em operação contra esquema ligado ao PCC em SP
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vão investigar se houve vazamento de informações durante a Operação Vectura Corrupta, que apura a ligação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público na capital paulista.

A suspeita surgiu depois que equipes fizeram buscas em pelo menos dois endereços ligados a Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, mas encontraram apenas empregados nos locais. O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da A2 Transportes e do Esporte Clube Água Santa, também não foi localizado nos endereços procurados.

O delegado responsável afirmou que a possibilidade de vazamento será analisada no decorrer da investigação. “A gente vai apurar isso [vazamentos] no curso da investigação”, disse. Segundo ele, dez dos 16 alvos de prisão temporária foram presos, enquanto seis permanecem foragidos.

Buscas em Sorocaba

Na sexta-feira (18), policiais civis e integrantes do MP fizeram buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender Milton Leite. No local, foram encontrados dois imóveis ligados ao ex-parlamentar: uma casa atribuída a um assessor e outra que seria do próprio Milton.

Os investigadores localizaram uma passagem entre as duas residências. A segunda casa estava vazia, e as autoridades suspeitam que Milton possa ter passado por algum dos imóveis. Imagens de câmeras de monitoramento serão analisadas para verificar essa possibilidade.

Na casa do assessor, foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil, valor estimado em cerca de R$ 457 mil, dentro de malas. A pessoa que estava no imóvel não soube explicar a origem do dinheiro. A polícia investiga se os valores pertencem a Milton Leite.

A Justiça decretou a prisão do ex-presidente da Câmara na quinta-feira (17), a pedido da investigação. Ele ainda não havia se apresentado às autoridades após o prazo de 24 horas que havia anunciado para se entregar. Milton negou as acusações e afirmou que provará sua inocência.

Investigação sobre empresas de transporte

Entre os presos na operação estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e candidato a deputado estadual. Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão, está entre os foragidos.

O Ministério Público afirma que ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC. A alegação ainda será analisada pela Justiça.

A investigação também cita diálogos e outros elementos relacionados a Milton Leite. A decisão judicial menciona depoimentos de policiais militares que o apontaram como “dono de fato” da Transwolff, empresa investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. A Transwolff nega que o político tenha participação societária ou atuação na gestão da empresa.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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