PETRÓPOLIS — Márcio Costa afirmou estar aliviado após a prisão da ex-mulher, Verônica Costa, condenada a 10 anos de reclusão por tortura. A ex-vereadora foi presa na noite de quinta-feira (24), em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana.
Em uma publicação, Márcio disse que não comemorava a prisão, mas sentia alívio depois de anos convivendo com a violência sofrida. “Esperei tempo demais por esse momento”, escreveu.
O mandado de prisão havia sido expedido na terça-feira (22), depois que os recursos apresentados pela defesa foram rejeitados nas cortes superiores. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os recursos da condenação, e o Supremo Tribunal Federal manteve as decisões anteriores.
Acusações contra a ex-vereadora
Segundo o advogado Leandro Bessa, Márcio foi submetido a agressões praticadas por Verônica e familiares dela. A defesa afirma que ele foi encharcado com combustível, ameaçado de ser incendiado e atingido no rosto com inseticida.
Bessa também disse que Márcio conseguiu escapar ao se jogar do terceiro andar da casa onde estava. Ele caiu no imóvel vizinho, pediu ajuda e interrompeu as agressões. “Na realidade, o crime cometido contra o meu cliente foi bárbaro”, afirmou o advogado.
O processo apurou que Márcio teria sido mantido em cárcere privado e submetido a agressões físicas e psicológicas durante horas para confessar um suposto desvio de recursos de campanha eleitoral.
Buscas e condenações
Antes da prisão, Verônica chegou a ser considerada foragida. Policiais fizeram buscas em endereços ligados a ela e estiveram em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. O imóvel estava vazio, e dois cachorros foram encontrados abandonados no local.
Além de Verônica, quatro parentes respondem ao processo. Bruno Chaves Ribeiro, irmão dela, foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão. Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane; e Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Verônica, receberam penas de 10 anos de reclusão. As penas deveriam começar em regime fechado, mas nenhum deles está preso.
A Polícia Civil continua as buscas relacionadas ao cumprimento da determinação judicial.



