Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Paraná

Rio realiza primeiro transplante de intestino pelo SUS

Viviane de Freitas Vale recebeu intestinos delgado e grosso de uma doadora pediátrica após anos de tratamento contra a doença de Crohn.

Rio realiza primeiro transplante de intestino pelo SUS
Foto: Reprodução/TV Globo

Viviane de Freitas Vale, de 40 anos, recebeu um novo intestino delgado e um novo intestino grosso no primeiro transplante de intestino realizado no estado do Rio de Janeiro. A cirurgia ocorreu no sábado (5), no Hospital Adventista Silvestre, no Cosme Velho, na Zona Sul da capital, e foi feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os órgãos foram doados por uma criança de 5 anos que teve morte cerebral. A família autorizou a doação, e a captação foi realizada no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O procedimento durou cerca de seis horas.

Viviane tem doença de Crohn e passou os últimos 10 anos entre a casa e hospitais. Nesse período, foi submetida a oito cirurgias para retirar partes do intestino. Com a progressão da doença, o órgão deixou de absorver os nutrientes necessários para manter o organismo funcionando.

A paciente dependia de alimentação pela veia, mas o tratamento precisou ser interrompido depois que uma trombose provocou a perda dos acessos usados para a nutrição, inclusive no pescoço e nas pernas. “Eu estava muito cansada. Essa espera é muito longa, vai para um lado, vai para outro. Eu acordei para uma nova vida, para a Viviane desse tempo”, contou.

Procedimento incorporado ao SUS

O transplante de intestino passou a ser oferecido pelo SUS em fevereiro do ano passado. Antes disso, pacientes brasileiros que precisavam da cirurgia aguardavam encaminhamento para tratamento no exterior.

Segundo Eduardo Fernandes, chefe da equipe de transplantes do Hospital Adventista Silvestre, o caso envolveu dois órgãos com características diferentes. A escolha do doador é um dos desafios porque o intestino precisa permanecer pouco tempo fora do corpo. A chamada isquemia deve ser curta, e as características físicas do doador precisam ser compatíveis com as do receptor.

No caso de Viviane, foi feito um transplante isolado, com a substituição dos intestinos delgado e grosso. A equipe médica acompanha o funcionamento dos órgãos e possíveis sinais de rejeição. A taxa de rejeição do intestino costuma ser mais alta do que em outros tipos de transplante, o que exige acompanhamento constante e medicamentos.

Até o momento, a avaliação da equipe médica é positiva, e o novo intestino está funcionando bem. A cirurgia ocorreu poucos dias antes de Viviane completar 41 anos, nesta quinta-feira (10).

A filha da paciente, Thayla Vale, acompanhou a espera pelo procedimento. Para ela, a cirurgia abre a possibilidade de voltar a ter a mãe presente em momentos importantes da família. Viviane também destacou a decisão da família da doadora: “Meu muito obrigado, porque eles transformaram a dor em amor. O sim da família me deu esse poder de continuar”, disse.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.