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Paraná

Senha de carteira digital mantém patrimônio da G.A.S. sob incerteza

Dispositivo guardado pela Polícia Federal pode conter criptomoedas ligadas ao grupo, mas o acesso depende de uma senha conhecida por Glaidson.

Senha de carteira digital mantém patrimônio da G.A.S. sob incerteza

Glaidson Acácio dos Santos continua preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, enquanto a Justiça tenta esclarecer o destino dos ativos digitais associados à G.A.S. Consultoria e Tecnologia Ltda. Um dispositivo semelhante a um pen drive está guardado em um cofre da Polícia Federal e pode armazenar as chaves de uma fortuna em criptomoedas. O acesso depende de uma senha que, segundo Glaidson, somente ele conhece.

Em depoimento, ao ser questionado se o valor na chamada carteira fria seria suficiente para pagar os credores, ele respondeu: “Dá. Dá. Dá.” A carteira fria fica desconectada da internet. O especialista Flávio D’Urso explicou que ela pode conter chaves privadas usadas para acessar os ativos.

Dinheiro, credores e investigação

A rede de investimentos atribuída à G.A.S. movimentou R$ 38.223.489.348,97, segundo a Polícia Federal. A lista elaborada pelos administradores judiciais da massa falida reúne mais de 77 mil empresas e pessoas, enquanto a dívida chega a quase R$ 3 bilhões.

Glaidson foi preso na Operação Kryptos, em 2021, e responde na Justiça Federal por organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro. Entre as acusações estão oferta irregular de investimentos, operação de instituição financeira sem autorização e gestão fraudulenta. O Ministério Público Federal pediu a condenação dele, de Mirelis Diaz Zerpa e de outras 15 pessoas. Se condenados, eles podem pegar mais de 37 anos de prisão.

A empresa foi fundada em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, com a promessa de rendimento mensal de 10% em operações com criptomoedas. Glaidson afirmou à Justiça que captava recursos de milhares de contratos e se apresentava como uma “baleia”, termo usado no mercado para designar quem concentra grande quantidade de uma criptomoeda.

Movimentação após a prisão

A investigação identificou que, em agosto de 2021, quando Glaidson estava preso e suas contas bancárias haviam sido bloqueadas, um computador localizado em Kissimmee, na Flórida, acessou operações da G.A.S. De acordo com o Ministério Público Federal, 4,5 mil bitcoins saíram da conta. Naquele momento, o montante equivalia a mais de R$ 1,06 bilhão.

Mirelis, que era mulher e sócia de Glaidson, foi presa em Chicago em 2024, quando era considerada foragida pela Justiça brasileira, e deportada para o Brasil um ano depois. Ela nega ter integrado a administração da empresa e afirma que seu trabalho era estudar, multiplicar e negociar criptomoedas. A defesa diz que os bitcoins foram movimentados para devolver valores aos clientes e nega que ela tenha ficado com R$ 1 bilhão.

A defesa de Glaidson afirma que ele é inocente, que a G.A.S. não cometeu crimes contra o sistema financeiro e que a interrupção dos pagamentos ocorreu por ordem judicial. Os advogados também contestam a lista de credores. Sobre os processos por homicídio e tentativa de homicídio, dizem não haver provas contra ele.

Glaidson também é réu em ações relacionadas a crimes ocorridos em 2021 contra concorrentes da G.A.S. Consultoria. Wesley Pessano foi vítima de homicídio. Os casos ainda serão levados a júri popular. Mirelis está presa preventivamente no Rio de Janeiro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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