Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Política

Oito assessores de Moro registram R$ 65 mil em doações na mesma data

Registros na Justiça Eleitoral apontam contribuições estimadas feitas por assessores do escritório político de Moro em Curitiba.

Oito assessores de Moro doaram R$ 65 mil para a campanha no mesmo dia

Oito dos nove assessores do escritório político do senador Sergio Moro (PL) em Curitiba aparecem como doadores da campanha dele ao governo do Paraná. As contribuições somam R$ 65 mil e foram registradas na mesma data, 17 de outubro, com valores próximos entre si.

Os registros foram declarados à Justiça Eleitoral. As doações são legais, mas a concentração dos lançamentos levou a campanha de Moro a divulgar uma explicação. A assessoria afirmou que os servidores não entregaram dinheiro e que os valores correspondem a doações estimadas pelo trabalho voluntário realizado em períodos livres.

“Os servidores se disponibilizaram, por vontade própria, a colaborar com a campanha nos períodos que tinham disponibilidade – de acordo com a legislação vigente”, declarou a equipe. A nota também afirmou que nenhum servidor fez doação em dinheiro.

O maior valor é de R$ 25 mil, atribuído a Lucas Alves de Lima Barros de Góes, assessor parlamentar de Moro no Senado, ocupante do cargo SF02, com salário-base de R$ 33.500,84. Adriana Kaminski Araújo, que tem a mesma denominação de cargo e o mesmo salário, aparece com uma contribuição de R$ 10 mil.

Assessores e outros vínculos políticos

Os demais registros são de R$ 5 mil para cada um dos seis assessores: José Jaime Paula da Silva e Carlos Henrique Rossato Gomes, auxiliares parlamentares plenos; Alcione Tadeu Gomes, secretário parlamentar; Bruno Mudryk Neves, assistente parlamentar júnior; Ana Paula Camargo de Araújo e Fábio Bento Aguayo, também auxiliares parlamentares plenos. Os salários brutos informados para esse grupo variam de R$ 9.326,00 a R$ 25.971,16.

Aguayo preside a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e tem atuação política em Curitiba. A entidade pediu à Justiça a retirada de tapumes da Rua XV antes de um comício de Luiz Inácio Lula da Silva na Boca Maldita. O Tribunal de Justiça do Paraná não acolheu o pedido. A Abrabar fez solicitação semelhante para um comício de Flávio Bolsonaro, previsto para a Rua XV.

Em julho, Aguayo passou a comandar o Democracia Cristã (DC) no Paraná ao lado do advogado Jorge Augusto Derviche Casagrande. A mudança ocorreu durante uma disputa interna sobre o lançamento de Tony Garcia ao governo do Paraná. Depois da destituição da direção local pelo diretório nacional, o partido anunciou apoio a Moro.

Carlos Henrique Rossato Gomes, outro dos assessores, foi prefeito de Paranavaí. Aguayo também foi citado por Rodrigo Tacla Duran como interlocutor de Moro durante o período em que o advogado era processado em Curitiba. Tony Garcia afirma ter atuado como “espião” a mando de Moro, que nega a acusação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.