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Caiado solicita ao STF publicidade de apurações sobre Banco Master e INSS

Candidato afirma que o sigilo pode limitar o acesso dos eleitores a informações relevantes para as eleições de 2026.

Caiado solicita ao STF publicidade de apurações sobre Banco Master e INSS
Foto: MARCELO ESTEVãO/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire o sigilo de investigações sobre o Banco Master, fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros casos envolvendo agentes públicos. A solicitação foi protocolada nesta quarta-feira (9).

A campanha sustenta que manter reservadas apurações com possível impacto eleitoral impede que os eleitores conheçam informações capazes de influenciar a escolha de candidatos nas eleições de 2026. No documento, Caiado afirma: "Não faz sentido que o povo brasileiro vá às urnas às cegas."

O pedido inclui a divulgação de todas as investigações ligadas ao Banco Master, ao INSS e a outros desdobramentos que envolvam agentes públicos. O candidato também relaciona a falta de transparência à desinformação e diz que a ausência de informações públicas pode afetar a formação da opinião dos eleitores. "Tão nociva quanto são as fake news, a ausência de informações ou a interdição a elas mostram-se igualmente prejudiciais", escreveu.

Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu mais transparência nas apurações diante de um possível impacto na disputa eleitoral, na qual concorre ao quarto mandato. Fachin ainda não havia decidido sobre o pedido de Caiado até a última atualização.

Disputa no Supremo

A solicitação ocorre em meio a uma divergência entre ministros do STF sobre investigações relacionadas ao Banco Master e ao fundador da instituição, Daniel Vorcaro. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um procedimento que reunia um relatório da Polícia Federal produzido com dados extraídos do celular de Vorcaro.

Depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça por possíveis irregularidades na condução de apurações sobre os casos Master e INSS. A Procuradoria-Geral da República questionou a validade de medidas adotadas nesses procedimentos.

Mendonça também determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. Flávio Dino reverteu a decisão e ordenou o retorno dos dois aos cargos.

Fachin disse que a intervenção buscava evitar conflitos e sobreposições processuais no tribunal. O ministro convocou uma sessão do plenário para a próxima semana, quando será discutida a validade de um relatório da Polícia Federal ligado ao caso. Ele ainda deverá analisar, em procedimento específico da presidência do STF, a permanência de Andrei Rodrigues no cargo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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