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Política

Cármen Lúcia critica exposição do STF durante julgamento sobre Moraes

Ministra afirmou que a atuação do tribunal gerou mal-estar cívico e intranquilidade na população durante a crise envolvendo o Banco Master.

Cármen Lúcia critica exposição do STF durante julgamento sobre Moraes
Foto: © Carlos Moura/SCO/STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a exposição da Corte nas últimas semanas provocou mal-estar na população. A declaração ocorreu nesta terça-feira (15), durante o julgamento de um pedido para abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Cármen Lúcia disse estar triste com a situação e criticou a forma como o caso foi apresentado à sociedade. Para ela, a discussão deveria estar concentrada nos rumos do país durante o processo eleitoral, e não na exposição dos conflitos internos do tribunal.

“Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade”, afirmou a ministra.

A sessão foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, sem previsão para a retomada da análise. Até a suspensão, o placar era de 4 votos a 3 pela análise separada das condutas de Moraes e do ministro André Mendonça, responsável por encaminhar denúncias contra o colega e outras autoridades, entre elas o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Como ficou o julgamento

O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela separação dos casos, acompanhado por Cármen Lúcia, Luiz Fux e Mendonça. Gilmar Mendes, que apresentou a questão de ordem, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os pedidos fossem analisados em conjunto. A posição de Dino não entrou no placar porque o pedido de vista suspendeu a votação.

Fux afirmou que os pedidos tratam de situações diferentes: um envolve suspeita de abuso de autoridade atribuída a Mendonça, e o outro aborda supostos atos irregulares relacionados a Moraes. O ministro também disse que não havia ação penal, processo criminal ou inquérito em andamento no caso analisado.

A controvérsia aumentou depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório em 1º de setembro. O documento reunia 52 mensagens que investigadores atribuem a Daniel Vorcaro e que teriam sido enviadas a Moraes. Em uma delas, o ex-banqueiro aparentaria mencionar um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

De acordo com a Polícia Federal, as mensagens teriam sido encaminhadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso preventivamente. Moraes negou irregularidades e classificou o relatório como inconstitucional e ilegal.

A Procuradoria-Geral da República pediu a Fachin que anulasse o relatório. O órgão argumenta que Mendonça teria permitido o avanço da apuração sobre um ministro do Supremo sem comunicar o presidente da Corte ou o plenário. Moraes, por sua vez, pediu investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin marcou a análise desse pedido para 23 de setembro.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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