A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN) questionou candidatos ao governo estadual sobre a relação com as instituições, a participação da sociedade na gestão pública, o acesso à Justiça e o respeito às prerrogativas da advocacia. As perguntas foram feitas durante debate do Sistema Tribuna de Comunicação nesta terça-feira (14).
Na primeira rodada, o presidente da OAB-RN, Carlos Kelsen, perguntou a Robério Paulino (PSOL) sobre a participação da entidade nas discussões ligadas à administração estadual. O candidato afirmou que pretende envolver universidades e associações profissionais na gestão. Também mencionou a elaboração de um plano estrutural para saúde, educação, infraestrutura e tecnologia, com diálogo com a sociedade civil organizada.
Cadu de Lula (PT) disse que pretende conduzir um governo com participação de diferentes setores, incluindo entidades empresariais, conselhos e movimentos sociais. Ele também citou a intenção de manter diálogo com a população e compromisso com a honestidade.
Allyson Bezerra (União) respondeu a uma pergunta sobre independência institucional e respeito a críticas e posições contrárias da OAB. Ele citou um projeto aprovado em Mossoró para ampliar o quadro de procuradores do município, que, segundo o candidato, foi construído em diálogo com a entidade. “Esse compromisso está reiterado. Como fiz em Mossoró, farei no Estado”, afirmou.
Álvaro Dias (PL) destacou a trajetória da OAB na história brasileira e disse que pretende manter diálogo com as instituições caso seja eleito.
Acesso à Justiça e prerrogativas
Na terceira rodada, Cadu defendeu a continuidade do fortalecimento da Defensoria Pública para atender pessoas sem condições de contratar advogados. Ele acrescentou que, nos casos em que o atendimento pela Defensoria não for possível, pretende fortalecer a advocacia. Robério Paulino também defendeu a ampliação do atendimento da Defensoria Pública para democratizar o acesso à Justiça.
No encerramento, Álvaro Dias foi questionado sobre sua postura diante de situações de desrespeito às prerrogativas da advocacia por agentes públicos. Ele defendeu o fortalecimento das instituições democráticas e o respeito às prerrogativas. Allyson Bezerra reforçou a defesa do respeito às instituições.



