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Política

Candidatos ao Senado por São Paulo debatem crime, Poderes e emendas

Marina Silva, Simone Tebet, Soninha Francine e Geraldo Rufino apresentaram propostas sobre segurança, meio ambiente, trabalho e educação.

Candidatos ao Senado por São Paulo debatem crime, Poderes e emendas

Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos) participaram de um debate entre candidatos ao Senado por São Paulo. André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), que haviam confirmado presença, anunciaram nesta sexta-feira que não iriam ao encontro. Os lugares destinados a eles permaneceram vazios.

Os candidatos discutiram a infiltração do crime organizado no poder público, a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário, emendas parlamentares, meio ambiente, trabalho, emprego e educação. Em outubro, o eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado.

Meio ambiente e crime organizado

Marina defendeu investimentos para adaptar 177 municípios paulistas a eventos extremos. Segundo ela, essas cidades são vulneráveis às mudanças do clima e precisam de obras de encosta, drenagem e moradia digna. Simone Tebet propôs rever as cláusulas da concessão da Enel e afirmou que a empresa deve deixar o estado de São Paulo. Soninha citou a segurança hídrica, enquanto Geraldo Rufino priorizou o saneamento e a retirada de pessoas em situação de vulnerabilidade de áreas como favelas e palafitas.

No debate sobre segurança, Tebet afirmou que o PCC já está dentro da Prefeitura de São Paulo, ao mencionar suspeitas de infiltração da facção no transporte coletivo. Ela também citou suspeitas dentro da estrutura estadual de Segurança Pública e alertou para o avanço das milícias. Marina defendeu o bloqueio de bens e o desmonte de empresas usadas pelo crime organizado. Soninha propôs integração entre forças de segurança e órgãos de controle, e Rufino disse que é necessário chegar às comunidades antes do recrutamento de crianças e adolescentes.

Poderes e emendas

Soninha criticou a troca de votos de parlamentares por recursos da União e cargos no governo. Tebet defendeu uma reforma do Judiciário, com mandato, idade mínima, controle de decisões monocráticas e paridade de gênero no STF. Também propôs reduzir o número de parlamentares e os gastos públicos.

Marina afirmou que a autonomia entre os Poderes está prevista na Constituição, mas não ocorre na prática. Ela defendeu reformas do Judiciário e da política. Rufino pediu mudanças no Senado e disse que os parlamentares precisam atuar para recolocar os Poderes nos trilhos.

Sobre as emendas, Soninha defendeu mais transparência. Tebet falou em rastreabilidade, enquanto Marina criticou as emendas impositivas e citou cerca de R$ 50 bilhões sob controle de parlamentares, dos quais quase R$ 40 bilhões seriam de emendas impositivas. Rufino afirmou que as emendas não precisam acabar, mas devem ser controladas e transparentes.

Trabalho e educação

Tebet defendeu o fim da escala 6x1, proteção para trabalhadores de aplicativos e desoneração da folha para pequenas empresas. Também mencionou a falta de 200 mil vagas em creches no estado e propôs ampliar o Pé-de-Meia para estudantes inscritos no CadÚnico que precisem do benefício.

Marina defendeu melhorar a qualidade e a produtividade dos empregos, além de políticas voltadas a mulheres e jovens. Soninha propôs discutir maior flexibilidade no emprego formal. Rufino defendeu ampliar as possibilidades de trabalho formal para adolescentes e reduzir custos e burocracia para pequenas empresas.

Na educação, Marina criticou a precarização dos professores e informou que cerca de 39% dos docentes da rede pública paulista estão em situação temporária. Soninha defendeu a acessibilidade do ensino a distância e a volta da formação de magistério. Rufino pediu creches, escolas e ensino profissionalizante próximos das comunidades.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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