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Política

Filipe Barros prevê divulgação de documentos sobre filme ligado a Vorcaro

Deputado paranaense voltou a defender a versão de Flávio Bolsonaro sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse.

O deputado federal Filipe Barros (PL) afirmou que o contrato e a prestação de contas do filme Dark Horse devem ser divulgados “nas próximas semanas”. A nova previsão foi apresentada em 19 de junho, data em que terminava o prazo anunciado por Flávio Bolsonaro para tornar públicos os documentos sobre o negócio de até R$ 134 milhões envolvendo a família Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Barros não mencionou, na entrevista, que o prazo informado pelo senador chegava ao fim sem a divulgação do material. A assessoria do deputado disse que ele apenas repetiu informações recebidas de Flávio Bolsonaro. Não houve resposta do senador sobre a nova previsão até o fechamento das informações.

O deputado também reafirmou que considera os recursos destinados por Vorcaro ao filme um investimento privado. Em outra entrevista, de 2 de junho, Barros declarou que não havia visto o contrato, mas disse: “Eu confio na palavra do Flávio”. Ele afirmou ainda ser amigo da família Bolsonaro há oito anos e negou ter mantido contato com Vorcaro.

Pedido de investigação no STF

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal. Na segunda-feira, 22, a Procuradoria-Geral da República defendeu que o pedido de investigação sobre os repasses ao filme fique sob a relatoria do ministro André Mendonça, responsável pelos processos relacionados ao caso Master na Corte.

A manifestação ocorreu depois de uma petição do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a apuração dos recursos destinados à produção cinematográfica.

Atuação na Câmara

Apesar de dizer que nunca teve contato com Vorcaro, Barros já havia apresentado iniciativas na Câmara dos Deputados relacionadas ao futuro do Banco Master. Em 12 de junho, foram divulgadas informações sobre ações dele na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN), com encaminhamentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central e à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Em novembro de 2024, Barros apresentou um projeto para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A proposta, semelhante à chamada “Emenda Master”, apresentada antes pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi retirada de tramitação em fevereiro de 2025.

Barros assumiu a presidência da CREDN depois do afastamento de Eduardo Bolsonaro. Em 21 de março de 2025, após deixar o comando da comissão, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuaria influenciando os trabalhos do colegiado por meio de Barros. O deputado negou ter atuado em favor de Vorcaro ou do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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