A candidata ao Senado Cristina Graeml (PSD) criticou o ex-juiz Sergio Moro (PL) e defendeu a manutenção da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), cuja campanha foi suspensa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As declarações foram dadas nesta sexta-feira (25), durante entrevista com candidatos ao Senado.
Graeml afirmou que Moro a convidou para concorrer pelo União Brasil depois de assumir a presidência da legenda. Segundo ela, a saída do senador para disputar o governo do Paraná pelo PL deixou o partido sem direção estadual, candidato ao Executivo e estrutura para a campanha. “Fui abandonada sozinha no partido”, disse.
A candidata também rebateu críticas de integrantes do partido de Dallagnol. Ela afirmou que se solidarizou com o ex-procurador desde os ataques feitos pelo PT por causa do powerpoint relacionado à Lava Jato e disse ter participado de manifestações em São Paulo em 2014 e 2015.
Posições políticas
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Graeml afirmou que o Senado tem sido omisso diante de abusos de autoridade e defendeu o impeachment de ministros que, na avaliação dela, descumprem a Constituição. Alexandre de Moraes foi citado como prioridade. “Enquanto não tirar um ministro, começando por Alexandre de Moraes, o Poder Judiciário não volta para o seu quadrado”, afirmou.
A candidata disse ter ingressado no PSD a convite do governador Ratinho Junior (PSD), que teria assegurado a legenda para a disputa ao Senado. Ela declarou apoio a Sandro Alex (PSD) para o governo do Paraná e afirmou que os senadores devem atuar para buscar, junto ao governo federal, o retorno de impostos pagos pelos paranaenses.
No plano nacional, Graeml declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. Sobre Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, afirmou que manterá independência caso seja eleita e que não responde pelas posições dele nem pela candidatura de Ronaldo Caiado (PSD).
Segurança e propostas
Na segurança pública, a candidata defendeu a revisão do Código Penal, o fim da progressão de pena, a extinção de visitas íntimas em presídios e o cumprimento integral das condenações. Também apoia a redução da maioridade penal e políticas estaduais de autonomia financeira para mulheres vítimas de violência.
Graeml afirmou ter percorrido mais de 60 mil quilômetros e 123 municípios do Paraná. Segundo ela, o mandato terá foco municipalista, com medidas para reduzir burocracias ministeriais e ambientais que, de acordo com sua avaliação, dificultam a criação de agroindústrias e empregos no interior.
No questionário final da entrevista, a candidata se declarou contra câmeras nos uniformes da polícia, apostas esportivas e legalização do aborto. Ela foi favorável ao voto impresso, ao fim do foro privilegiado, ao teto de gastos, às escolas cívico-militares e ao impeachment de ministro do STF. Também se posicionou contra a audiência de custódia e a favor da redução da maioridade penal.



