Líderes da oposição defenderam a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cobraram do Senado uma decisão sobre pedidos de impeachment. A discussão no STF começa em sessão extraordinária a partir das 10 horas desta terça-feira (15), no plenário da Corte, após o vazamento de 52 mensagens atribuídas a Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A oposição afirma que o Supremo deve analisar o caso enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é acusado de protelar a inclusão de novos pedidos contra o ministro na pauta da Casa. O senador Rogério Marinho, líder da oposição, classificou o momento como delicado e disse que o movimento é suprapartidário. “Lamentamos a inércia da Casa”, afirmou.
A senadora Teresa Cristina (PP-MS) declarou que a crise envolve as instituições que formam os pilares da democracia, e não uma disputa eleitoral. Ela defendeu que as investigações sejam abertas dentro do devido processo legal e disse que o Senado não deve permanecer passivo.
Debate sobre o Judiciário
Teresa Cristina também defendeu uma reforma do Judiciário. Para ela, a discussão deve incluir a definição das atribuições do STF, além de eventual debate sobre mandatos de ministros. A senadora afirmou que o Supremo, por ser um tribunal constitucional, passou a exercer prerrogativas na área criminal e que essa combinação contribuiu para o momento vivido pela República Brasileira.
A senadora ainda pediu que o STF seja submetido a controle externo, como ocorre com os demais cidadãos. Segundo ela, políticos são investigados, sabatinados e fiscalizados pela sociedade, enquanto o Supremo não teria hoje quem o fiscalize e controle.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) mencionou a petição 16.662 ao questionar se um parlamentar seria investigado caso tivesse participado de um diálogo que motivasse o pedido. Ele afirmou esperar que o Supremo cumpra seu dever e citou uma declaração do presidente da Corte, Edson Fachin: “ninguém acima da lei, ninguém intocável, ninguém não investigável”.
14 de setembro de 2026



