RIO DE JANEIRO — O candidato do PSD ao governo do Rio, Eduardo Paes, prometeu criar um sistema único de segurança pública, reunificar a gestão das polícias Civil e Militar e impedir indicações políticas para os comandos de batalhões e delegacias. As declarações foram dadas em entrevista nesta quarta-feira (16).
Paes afirmou que pretende coordenar diferentes forças de segurança. Pela proposta, as forças municipais atuariam no combate a roubos e furtos e no policiamento ostensivo, enquanto a Polícia Militar manteria a responsabilidade por ações como o uso de veículos blindados.
O candidato também disse que pretende retomar áreas controladas pelo crime organizado em São Gonçalo, no Complexo do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense e no interior do estado. “Quem vai libertar áreas em São Gonçalo, no Complexo do Salgueiro, serei eu”, declarou.
Na área prisional, Paes prometeu abrir 20 mil vagas e afirmou que pretende criar um presídio de segurança máxima. Ele criticou o uso de internet via satélite em uma unidade durante o governo do PL e disse que o sistema prisional precisa funcionar.
Cargos e transporte
O ex-prefeito afirmou que vai pedir apoio a políticos do estado, mas sem aceitar indicações para funções consideradas estratégicas. “Vocês não vão nomear comandante de batalhão. Vocês não vão nomear delegado de polícia”, disse aos apoiadores.
Paes também anunciou a criação de uma Secretaria de Integridade e afirmou que pretende retirar o Riocard das empresas de ônibus. Segundo ele, a medida busca acabar com a chamada caixa-preta, como teria feito durante a gestão na prefeitura.
O candidato ainda declarou que não vai transferir a responsabilidade pela segurança pública ao presidente da República, ao Supremo ou ao prefeito. A proposta foi apresentada como parte de um modelo de coordenação entre diferentes níveis de governo.


