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Política

Patrimônio de deputados mais votados em 2022 cresce até 10.491,94%

Levantamento com declarações ao TSE mostra aumento médio de 1.581% entre os parlamentares que disputarão as eleições de 2026.

Patrimônio de deputados mais votados em 2022 cresce até 10.491,94%

Os deputados federais que estiveram entre os mais votados nas eleições de 2022 e registraram candidatura para o atual ciclo eleitoral tiveram, em média, aumento de 1.581% no patrimônio declarado em quatro anos. Os dados foram obtidos nas declarações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela plataforma DivulgaCandContas, com atualização até 10 de setembro de 2026.

Nikolas Ferreira (PL), que recebeu 1,49 milhão de votos em 2022, declarou R$ 3,9 milhões em bens para as eleições de 2026. Na declaração anterior, o patrimônio era de R$ 36.820,46. A variação foi de 10.491,94%. Entre os bens listados estão um imóvel de R$ 2,2 milhões e aplicações financeiras. O parlamentar não se manifestou.

Ricardo Salles (Novo), eleito deputado com 640 mil votos em 2022 e candidato ao Senado em 2026, informou patrimônio de R$ 9,05 milhões. Quatro anos antes, havia declarado R$ 3,97 milhões, uma alta de 128%. A relação atual inclui um imóvel rural no interior de São Paulo, avaliado em R$ 2,9 milhões; uma propriedade rural em Portugal, de R$ 3 milhões; e uma casa em São Paulo, de R$ 3,15 milhões. Salles atribuiu o aumento à atividade advocatícia e à incorporação de resultados de investimento imobiliário no exterior.

Variações patrimoniais

Kim Kataguiri (Missão) declarou R$ 325.896,01 em 2022 e R$ 1.109.702,79 em 2026, crescimento de 240%. A carteira inclui ações, fundos de investimento nacionais, criptomoedas e 25 gramas de ouro escritural no Banco do Brasil. O deputado afirmou que a alta ocorreu por causa da carteira de investimentos.

Celso Russomanno (Republicanos) passou de R$ 1,48 milhão para R$ 3,002 milhões, aumento de 103%. A declaração de 2026 reúne cotas de empresas de comunicação, propriedades imobiliárias fracionadas e veículos. Russomanno disse ter outras atividades além do mandato e usar o salário parlamentar no atendimento gratuito de defesa do consumidor.

Deltan Dallagnol (Novo) teve a menor variação do grupo, de 1,37%. O candidato ao Senado declarou R$ 2.756.904,77 em 2026, ante R$ 2.719.569,42 em 2022. A lista inclui um apartamento de R$ 1,14 milhão e cerca de R$ 1 milhão em investimentos. Ele teve o mandato de deputado federal cassado com base na Lei da Ficha Limpa.

Tabata Amaral (PSB) registrou alta de 21%, passando de R$ 556.700,29 para R$ 674.534,74. A declaração atual inclui um imóvel financiado. A deputada disse que o aumento é compatível e comparou sua situação à de candidatos que compram imóveis de R$ 6 milhões em dinheiro vivo, citando Flávio Bolsonaro.

O Delegado Bruno Lima (PP-SP) teve crescimento de 82,8%, de R$ 159.748,62 para R$ 292 mil. A maior parte dos bens está em previdência privada, no valor de R$ 202 mil, e aplicações bancárias. Ele afirmou que a diferença é compatível com os rendimentos recebidos.

Nomes fora do comparativo

Guilherme Boulos não foi incluído porque abriu mão da reeleição para permanecer como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Carla Zambelli ficou fora por cumprir condenações do Supremo Tribunal Federal (STF) referentes a 2022 e 2025. Eduardo Bolsonaro também não entrou na análise: teve o mandato cassado, está nos Estados Unidos e foi considerado inelegível.

O levantamento considera os bens informados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral, pelo custo de aquisição. Os valores não representam necessariamente o patrimônio líquido disponível. A análise comparou as declarações oficiais de 2022 e 2026 dos candidatos a deputado federal mais votados em 2022 que registraram candidatura no ciclo eleitoral atual.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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