A manutenção da Caixa Econômica Federal como instituição voltada à execução de políticas públicas está prevista no plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques. Ela afirmou que o candidato não pretende privatizar o banco caso seja eleito presidente.
Durante entrevista, Daniella disse que servidores da Caixa têm procurado suas redes sociais para perguntar sobre o futuro da instituição. De acordo com ela, funcionários receberam mensagens com afirmações de que haveria demissões em massa e privatização do banco. A administradora, que já presidiu a Caixa, pediu que os empregados não se deixem levar por informações que considera falsas.
A proposta apresentada por Daniella define a Caixa como operadora de políticas públicas e como um “motor de prosperidade”, com atuação no incentivo a negócios. Ao explicar quais empresas estatais poderiam ser avaliadas, ela afirmou que a análise não teria como alvo instituições consideradas necessárias e estratégicas, mas aquelas que, na avaliação da campanha, não fariam sentido e representariam despesas permanentes e cargos.
Relação com partidos do centro
Daniella também falou sobre a articulação de um eventual governo Flávio Bolsonaro com partidos do centro. Para ela, a administração de Jair Bolsonaro (PL) serviu como experiência para os técnicos que poderiam integrar uma nova gestão. A coordenadora afirmou que o diálogo seria necessário na relação com essas siglas.
Ela disse ainda que Flávio tem defendido o equilíbrio entre as instituições. Segundo Daniella, o candidato adotou um discurso de conciliação, sem confrontar os órgãos, mas cobrando a recuperação da credibilidade institucional.
Apesar disso, Flávio tem criticado a atuação do Supremo Tribunal Federal e defendido o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.



