RIO DE JANEIRO — O candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, William Siri, afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende destinar 2% do orçamento estadual à Cultura caso seja eleito. A proposta prevê transformar o percentual em uma política permanente de financiamento para o setor, com menos burocracia nos editais e prioridade para pequenos produtores, coletivos culturais, blocos e escolas de samba.
Siri disse que quer começar a ampliar os recursos no primeiro ano de um eventual governo e elevar o percentual ao longo dos anos. Ele também afirmou que pretende reformar e aumentar a estrutura cultural do estado, com atenção especial ao interior e à periferia.
Durante uma caminhada em Madureira, na Zona Norte do Rio, o candidato distribuiu panfletos e conversou com motoboys e comerciantes. O percurso teve início nas proximidades do Viaduto Negrão de Lima, área conhecida pela realização do tradicional Baile Charme.
Para Siri, a política cultural também pode contribuir para a segurança pública. “Todas as comunidades já pulsam cultura e que precisam de orçamento para florescer nossa juventude”, afirmou.
Distribuição dos recursos
O candidato criticou a concentração dos investimentos culturais em regiões específicas, como o Centro e a Zona Sul. Segundo ele, a aplicação dos recursos deve alcançar diferentes áreas do estado, e Madureira seria um exemplo de local com produção cultural intensa.
Siri também questionou um modelo baseado principalmente na abertura de editais. A intenção, de acordo com ele, é manter esse mecanismo, mas combiná-lo com outras formas de financiamento e com uma política permanente para produtores culturais.
“Nós precisamos fomentar cada vez mais a cultura no estado do Rio de Janeiro”, disse. A proposta de 2% do orçamento é apresentada pelo candidato como a principal meta para o setor.



