A Justiça Eleitoral determinou a retirada de uma publicação de Eduardo Bolsonaro (PL) com ataques à honra de Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo. A decisão prevê remoção em até 24 horas e multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento, limitada a 30 dias. O valor pode chegar a R$ 30 mil.
Decisão eleitoral
Tebet apresentou uma representação contra Eduardo Bolsonaro e o Facebook Serviços Online do Brasil. O juiz Ronnie Herbert Barros Soares, relator do caso, concedeu uma tutela de urgência, com efeito imediato antes do julgamento definitivo do processo.
A publicação foi feita depois de Tebet criticar, nesta segunda-feira (28), a desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa por uma das duas vagas ao Senado por São Paulo. Salles anunciou apoio a André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), e Tebet afirmou que ele havia “se rendido ao Centrão”.
Eduardo Bolsonaro contestou a avaliação. Disse que Salles reconheceu que a divisão dos votos da direita entre três candidatos poderia prejudicar o grupo. Na mesma publicação, chamou Tebet de “vassala” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e escreveu: “Quando passa a eleição, faz tudo ao contrário. Se prostitui por cargo, ministério etc.”
Reação da candidata
Tebet afirmou que vai processar o ex-deputado e classificou a declaração como violência política de gênero. Em nota, a campanha informou que adotará “todas as medidas jurídicas cabíveis”, incluindo um pedido à Justiça Eleitoral para a retirada imediata do conteúdo e o envio de uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral.
A candidata também chamou Eduardo Bolsonaro de “covarde”. A campanha declarou que a insinuação de natureza sexual foi usada para desqualificá-la durante o processo eleitoral.
Marina Silva (Rede), que também concorre ao Senado por São Paulo, demonstrou apoio a Tebet. As duas fazem campanha conjunta na disputa pelas vagas do estado. Marina havia criticado a desistência de Salles e dito que a decisão “desrespeita seus eleitores”.
Salles anunciou a saída da disputa ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), seis dias antes do primeiro turno das eleições. Depois da decisão, Eduardo Bolsonaro defendeu o ex-ministro do Meio Ambiente.



