RIO DE JANEIRO — Debates e entrevistas com candidatos na televisão são a principal fonte de informação para os eleitores do Rio de Janeiro escolherem em quem votar nas eleições de 2026. A conclusão é da pesquisa Quaest, que ouviu 1.302 eleitores do estado com 16 anos ou mais.
Esse tipo de conteúdo foi citado por 42% dos entrevistados. Na sequência aparecem notícias na televisão, no rádio ou em jornais, com 29%, e conteúdos em redes sociais, com 20%. Sites e portais de notícias foram mencionados por 13%, enquanto a opinião de amigos, conhecidos e familiares ficou em 12%.
Diferenças por idade, escolaridade e renda
A televisão foi citada por 47% dos eleitores de 35 a 59 anos, por 40% daqueles de 16 a 34 anos e por 37% dos que têm 60 anos ou mais.
O percentual também aumenta conforme a escolaridade: 36% entre eleitores com ensino fundamental, 43% entre os que têm ensino médio e 51% entre aqueles com ensino superior.
Por renda domiciliar, debates e entrevistas na TV foram apontados por 35% dos eleitores que recebem até dois salários mínimos, 43% dos que têm renda de mais de dois a cinco salários mínimos e 48% daqueles com renda superior a cinco salários mínimos.
Identificação política
Entre os bolsonaristas, 40% consideraram debates e entrevistas na televisão uma fonte importante. O índice foi de 45% entre eleitores de direita não bolsonarista, 40% entre lulistas e 50% entre os que se identificam com a esquerda não lulista. Entre os independentes, 39% fizeram a mesma escolha.
As redes sociais ficaram atrás da televisão em todos os grupos. Foram citadas por 17% dos independentes, 14% dos lulistas e 28% dos bolsonaristas.
Os independentes formam o maior grupo político, com 34% dos entrevistados. A direita também soma 34%, resultado da união dos eleitores de direita não bolsonarista, que representam 20%, e dos bolsonaristas, com 14%. A esquerda reúne 27%: 13% são lulistas e 14% se identificam com uma esquerda não lulista. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder.
Posições políticas dentro de casa
A pesquisa também perguntou se as pessoas que moram com os entrevistados têm posições políticas parecidas. Metade, ou 50%, respondeu que são muito parecidas. Outros 20% disseram que são pouco parecidas e 22% afirmaram que não são nada parecidas. Além disso, 3% não costumam falar de política em casa e 5% não souberam ou não quiseram responder.
O alinhamento é maior entre bolsonaristas, com 62%, e eleitores de direita não bolsonarista, com 61%. Entre lulistas e eleitores de esquerda não lulista, o índice foi de 58%. Entre independentes, ficou em 41%.
A proporção que considera as posições políticas de casa nada parecidas foi de 29% entre independentes, 15% entre bolsonaristas e 23% entre lulistas.
Por idade, 46% dos eleitores de 16 a 34 anos disseram viver com pessoas de posições muito parecidas; o índice foi de 54% entre os de 35 a 59 anos e de 50% entre aqueles com 60 anos ou mais. Por escolaridade, os percentuais foram de 47% no ensino fundamental, 52% no ensino médio e 56% no ensino superior.
Entre eleitores brancos, 54% apontaram muita semelhança política dentro de casa. O índice foi de 50% entre pardos e 45% entre pretos. Já a resposta de que as posições não são nada parecidas apareceu em 30% dos eleitores pretos, 24% dos pardos e 16% dos brancos.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026, com entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, dentro de um nível de confiança de 95%.
A amostragem teve três etapas: sorteio de 29 municípios, seleção de setores censitários e definição de cotas de entrevistados conforme características demográficas. As estimativas passaram por pós-estratificação. O levantamento está registrado no TSE sob o número RJ-07468/2026.



