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Saúde

IA usa ultrassom de rotina para apontar obstrução cardíaca na CMH

Modelo desenvolvido pela Mayo Clinic foi testado em pacientes e validado externamente na Coreia do Sul sem o uso de Doppler.

IA usa ultrassom de rotina para apontar obstrução cardíaca na CMH

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram e validaram externamente um modelo de inteligência artificial capaz de identificar uma possível obstrução cardíaca a partir de vídeos de ultrassom de rotina, sem imagens com Doppler. A ferramenta foi criada para ajudar na triagem de pacientes com cardiomiopatia hipertrófica (CMH) que podem precisar de exames adicionais.

A CMH é uma condição genética que provoca o espessamento anormal do músculo do coração. Cerca de dois terços dos pacientes desenvolvem obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo (VSVE), dificultando a passagem do sangue. A alteração pode estar associada a dor no peito e falta de ar durante esforços ou ao deitar.

A identificação da obstrução influencia as decisões de tratamento e o acompanhamento de longo prazo. De acordo com Imon Banerjee, pesquisadora de IA da Mayo Clinic em Phoenix e autora sênior do estudo, a medição costuma exigir ecocardiografia com Doppler, que depende do alinhamento do feixe de ultrassom e da experiência do profissional.

O estudo analisou 1.833 pacientes da coorte da Mayo Clinic. O modelo foi testado em 275 pacientes e passou por validação externa com 46 pacientes de um hospital na Coreia do Sul. A análise usou apenas vídeos de ultrassom em repouso, sem Doppler, para prever a presença de uma obstrução potencialmente significativa.

A combinação de informações de três imagens ultrassonográficas padrão aumentou a capacidade do modelo de diferenciar pacientes com gradientes elevados na VSVE. A ferramenta também ajudou a identificar uma obstrução que pode surgir quando o coração está sob estresse. O desempenho se manteve no grupo sul-coreano, apesar das diferenças entre essa população e os pacientes usados no desenvolvimento do modelo.

Em um subconjunto de casos, a inteligência artificial identificou a obstrução com mais precisão do que dois ecocardiografistas especialistas que avaliaram as mesmas imagens sem Doppler. Os resultados mostram a dificuldade de reconhecer a alteração em imagens bidimensionais de rotina sem medições específicas.

Banerjee afirmou que a tecnologia foi desenvolvida para complementar, e não substituir, a ecocardiografia com Doppler. Entre as possibilidades estão apoiar a triagem com ultrassom portátil, indicar testes de estresse e orientar encaminhamentos para centros especializados em CMH quando necessário.

Os próximos passos incluem novas validações em contextos clínicos mais amplos, diferentes plataformas de ultrassom e outras populações de pacientes. O estudo não recebeu financiamento externo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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