Empresas de saúde, ciências da vida e bem-estar movimentaram R$ 37,919 milhões em fusões e aquisições no primeiro semestre de 2026. O valor representa alta de 506,9% ante o mesmo período de 2025, quando foram alcançados R$ 6,248 milhões.
Apesar do aumento no volume financeiro, o número de operações caiu. Foram 55 transações no primeiro semestre de 2026, contra 83 no ano anterior, uma redução de 33,7%.
Os dados fazem parte de uma pesquisa trimestral da KPMG que acompanha fusões e aquisições em 11 setores da economia. O levantamento considera operações anunciadas envolvendo empresas brasileiras, com participação de investidores estratégicos e financeiros. Cada negócio é contabilizado individualmente, independentemente da quantidade de investidores envolvidos.
Os ativos de hospitais, clínicas e laboratórios lideraram em número de transações. De acordo com a pesquisa, essas operações tiveram tickets médios menores e indicaram uma consolidação geográfica de grandes redes e a verticalização de operações para aliviar margens.
Para Guilherme Couri, sócio do mercado de saúde, ciências da vida e bem-estar da KPMG no Brasil, o setor deve manter foco em posicionamento regional, liderança consolidada, eficiência operacional e parcerias. A avaliação é de que esse movimento pode permitir a captura de sinergias com menor risco de integração.




