Empresas globais do setor de ciências da vida mantêm investimentos limitados em tecnologia digital: 97% dos líderes entrevistados afirmam destinar menos de 1% da receita anual à área. Os dados fazem parte do recorte setorial da Pesquisa Global Tech Report 2026, da KPMG.
Ao mesmo tempo, 87% das organizações já incorporaram agentes de Inteligência artificial a fluxos de trabalho, produtos e serviços. Entre os entrevistados, 75% dizem confiar nos resultados produzidos por essa tecnologia para apoiar decisões estratégicas e operacionais.
A pesquisa indica ainda que 48% das instituições estão obtendo uma geração significativa de valor com investimentos em tecnologia. Porém, 93% relatam que as iniciativas digitais respondem por menos de 1% da receita anual, apontando diferença entre a escala dos projetos e o valor financeiro capturado.
Para Marcos Laredo, sócio-diretor líder do setor de saúde e ciências da vida da KPMG no Brasil, as organizações estão priorizando estabilidade e confiança diante da expansão dos investimentos, da adoção tecnológica e da geração de valor. “Os dados evidenciaram que os investimentos permanecem comedidos”, afirmou.
Perfil da pesquisa
A edição de 2026 reuniu 2.500 líderes de tecnologia de 24 países. Desse total, 124 atuam no setor de ciências da vida: 50% em empresas farmacêuticas e/ou de biotecnologia, 32% em empresas de dispositivos médicos e 18% em distribuidoras de produtos do setor.
Entre as empresas representadas, 76% têm receitas entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões, enquanto 14% registram receitas entre US$ 10 bilhões e US$ 50 bilhões.




