A adaptação à Reforma Tributária do Consumo ainda não avançou para a maior parte das empresas consultadas em uma pesquisa da Resenha Company. Entre os 80 empresários ouvidos de 13 a 29 de julho, 57,5% disseram que ainda estão em preparação inicial ou não começaram o processo.
Desse total, 47,5% afirmaram estar na fase de diagnóstico e adaptação, enquanto 10% ainda não haviam iniciado efetivamente os trabalhos. Outros 42,5% disseram estar preparados ou em estágio avançado.
Os principais obstáculos estão ligados ao acompanhamento da regulamentação e à interpretação dos efeitos da nova legislação, apontados por 30% dos participantes. A adaptação de sistemas, ERPs e outras tecnologias foi citada por 25%, e o alinhamento entre equipes e áreas, por 20%.
A continuidade das operações durante a transição preocupa 15% dos entrevistados. Outros 10% relataram dificuldade para projetar cenários financeiros diante das mudanças e da falta de previsibilidade.
O CEO da Resenha Company, Vinicius Chechinato, afirmou que o período adicional anunciado pelo governo deve ser usado para testar processos e corrigir problemas, e não para adiar decisões.
Efeitos esperados
Para 30% dos empresários, o principal impacto da reforma será a revisão de custos, margens e políticas de preços. Mudanças no planejamento financeiro e na administração do fluxo de caixa foram apontadas por 22,5%, enquanto 20% preveem alterações em processos fiscais, controles internos e governança.
A transição também pode afetar contratos e políticas comerciais. Renegociações com clientes e fornecedores foram citadas por 15% dos participantes. Já 12,5% veem possibilidade de ganhos de eficiência e previsibilidade.
Chechinato disse que a reforma passou a exigir uma abordagem de gestão que envolva tecnologia, pessoas e processos, além do departamento fiscal.



